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29 de abr. de 2011

Sobre a Playstation NOTwork

Véspera de feriado prolongado. Você se preparou por dias para confrontos no novo Mortal Kombat. Convidou seus amigos, marcou horários, treinou com seus personagens preferidos. Eis que surge a mensagem na tela da sua TV: "A Playstation Network está em manutenção". Mas o parecia ser apenas uma simples tornou-se um caos. Mas o que realmente aconteceu? O que vai acontecer? No que vai dar essa história?

Na quarta-feira, dia 20, a Sony simplesmente fechou o acesso à rede online PSN após detectar que houve um acesso externo à ela (diga-se, ataque de hackers). Com isso, foram fechados os serviços da Playstion Network, que permite a jogatina online aos donos de PS3, e do serviço de músicas Qriocity. Além disso, os acessos à Netflix e à MLB.TV no PS3 também foram suspensos.

Na verdade, o problema não está apenas nos jogadores, que estão incapacitados de jogar online, fazer compras, baixar demos, etc. De acordo com o blog oficial do Playstation, entre os dias 17 e 19 de abril, dados de contas de usuários das redes Playstion Network e Qriocity "foram expostos". Vazaram-se nomes, endereços, e-mails, datas de nascimento, IDs da PSN e, a Sony não descarta, números de cartões de crédito, senhas de acesso e históricos de compras.

A única medida tomada pela Sony em respeito ao consumidor foi a de alertá-lo quanto a possíveis contatos maliciosos através de e-mail, telefone e até mesmo correio. Se você usa a senha da PSN em outros lugares, já deveria ter trocado a senha.

Muitos acreditam que o culpado pela queda da PSN seja o grupo Anonymous, que no início deste mês atacou o site Playstation.com após a empresa processar George Hotz. Este hacker conseguiu desbloquear o PS3 e divulgou seu feito na web. No entanto, o grupo negou estar ligado à queda da PSN.

A Sony afirma que já está "reescrevendo a PSN" e que ela voltará ao ar na semana que vem. Como o estrago foi muito grande, o trabalho deve ser gigantesco. Será que a empresa japonesa conseguirá reconfigurar uma rede para 77 milhões de usuários em poucos dias? Será que nessa pressa a Sony não deixará brechas para novos ataques?Este ataque criminoso (só consigo usar este adjetivo) tem que ser severamente punido. Mas quem serão os punidos?

Vendo por outro lado, sinto que a Sony, que nunca foi muito ligada aos interesses do consumidor, não está dando o suporte necessário aos usuários da PSN. Jogar na rede é gratuito, mas alguns serviços são pagos através da PSN Plus, que custa 50 dólares ao ano. Quanto mais tempo passa, pior fica a imagem da Sony. Ela já amargava ter perdido a liderança do mercado de videogames e agora acontecem estes ataques cada vez mais fortes. Muitos jogadores podem largar definitivamente o PS3, migrando principalmente para o Xbox 360. É uma pena, mas vejo o futuro da Sony muito comprometido. Sorry, Sony.

20 de abr. de 2011

Vencida a "alta" barreira

Quem não se lembra de cinco anos atrás, quando os preços dos televisores de alta definição eram exorbitantes para os padrões das classes C e D? Pois bem. Pegue um folheto de qualquer grande rede de varejo. Observe os preços das TVs de alta definição. Agora diga se dá ou não para comprar. Ele cabe no seu bolso sem furá-lo com as preocupações de preços. Este é um indício de que você se tornou um millionaire? Não! É um indício de que a barreira da alta definição foi vencida. E pensem barreira no bom sentido, por favor.

Olhando para os televisores, vemos que se ergue agora a barreira da imersão. E ela se dá em duas frentes: no tamanho das telas (42 ou 60 polegadas?) e na presença ou não da tecnologia 3D.

Quanto ao tamanho das telas, a chegada da tecnologia LED (diodos emissores de luz) permite telas maiores, mais baratas, mais econômicas e mais finas. Mais tudo. O LED se tornou palavra fácil na boca dos leigos, assim como LCD e plasma haviam se tornado alguns anos antes.

Já a tecnologia 3D encontra muitas resistências. Uma delas é o preço, que ainda está altíssimo. Não imagino um modo de barateamento (que tal 2,5D? Brincadeira!). Há a necessidade de óculos e o medo quanto à problemas de visão e de dores de cabeça. Algumas pessoas com estrabismo e outras problemas de visão não podem ver o 3D. Existem alguns smartphones e o videogame portátil Nintendo 3DS que possuem a tecnologia 3D, sem a necessidade de óculos. Mas suas telas são pequenas e voltadas para o uso individual.

Quanto ao conteúdo, os televisores de alta definição finalmente vêm recebendo muitos filmes e jogos. O Playstation 3 ajudou a popularizar o Blu-ray com seus jogos com gráficos estupendos. Com isso, muitos filmes passaram a ser lançados em Blu-ray. O preço dos players e dos discs caíram, sendo possível obtê-los com facilidade. Sua qualidade aumenta mais ainda quanto se tem o poder do home theater por trás.

Pensando assim, te pergunto: vai uma TV de alta definição aí?

18 de abr. de 2011

Dostoiévski, Platão, nerds e a paz (que invadiu o meu coração...)

Estava lendo Memórias do subsolo, de Dostoiévski, indicação e empréstimo de uma colega, quando me deparei com um capítulo onde o personagem principal planeja uma simples vingança: trombar com um oficial numa calçada, "mostrando" que ele não precisa desviar, como sempre o fez, causando uma possível e desejada discussão. Ele prepara tudo, compra roupas, imagina suas falas e, quando o fato ocorre, ele´simplesmente é ignorado pelo oficial. Mas sente-se orgulhoso. Em um capítulo anterior, ele entra num bar com o objetivo de caçar uma briga, mas não consegue. Percebi o lado nerd de Dostoiévski. Achei meu ponto de partida.

Nerd que é nerd sempre planeja vingar-se daqueles que fizeram algum mal a ele. Às vezes, ele se contenta em ver o seu "agressor moral" (ou físico) se dando mal em alguma situação, mesmo que o nerd não tenha qualquer relação com o ocorrido. Ou acha ótimo quando dá um esporro em um funcionário que já foi seu colega de sala. Ou muitas vezes, como no meu caso, se delicia somente em imaginar como o valentão se daria mal. Só o planejamento mental me faz feliz e vingado.

Isto se dá porque os nerds não possuem músculos avantajados. Por mais que queiram, não conseguem fugir dos estereótipos do magricela idiota ou do gordo patético. Se não são fortes, imaginam que uma luta corporal seria extremamente desvantajosa para os seus lados. Um confronto de Starcraft II seria o ideal. O máximo que conseguem imaginar é um duelo, no melhor estilo cavalheiresco ou RPGístico, onde cada um respeitaria seu turno de ataque e defesa.

O mundo seria bem melhor se os nerds chefiassem as grandes nações. As guerras seriam travadas em redes sociais e a vitória se daria no apagamento do perfil do adversário. Nenhuma gota de sangue seria derramada. Nenhuma mãe iria chorar pela morte de seu filho. Nenhuma nação perderia jovens que pagariam impostos por toda a vida.

Platão, na República, desejava que os filósofos governassem as nações. Eu quero que os nerds chefiem os países. Mas não é necessário pegar em armas para isso.


Leandro Freire é nerd e moderniza Platão: "Enquanto os nerds não forem reis, (...) não haverá remédio para os males da cidade, nem até para o gênero humano."

12 de abr. de 2011

Indignation mode on: repórteres sem noção ou sem ética?

Os professores de jornalismo explicam. A sociedade cai matando em cima. Os políticos mal intencionados se aproveitam da situação criada.

Quando recebi a notícia de que o assassino do caso Realengo "vivia" na internet e possuía um "blog onde escrevia sobre atentado, violência, fundamentalismo religioso e jogos eletrônicos", logo vi a marmota que estavam aprontando (mais uma vez) para cima da indústria gamística.

Um grande problema ocorre e a sociedade procura uma culpada que não seja ela. Ou é o heavy metal e suas letras sobre sobre morte e satanismo ou são os RPGs de mesa e seu lado ocultista. Já houve problemas até com cartas de Yu-gi-oh e simples pulseiras coloridas. E é neste momento que jornalistas mal informados ou com intenções nada boas surgem para criticar a cultura que nos cerca.

Seja em programas sensacionalistas, daqueles que repetem imagens violentas à exaustão, ou em programas ditos sérios (que estão se tornando sensacionalistas também), repórteres burros escolheram o Judas da vez: a Rockstar e seu Grand Theft Auto. A primeira imagem que me indignou foi uma cena de jogo (do GTA IV, se não me engano) onde o protagonista dá um tiro na cabeça de um taxista. Comecei a ficar ainda mais preocupado quando, num ótimo post de Gustavo Assumpção no blog N-Blast, ele comentava sobre uma notícia de "O Globo", onde os repórteres diziam que o jogo dava pontos a quem matava crianças, idosos e animais (o que não é verdade). Já não bastasse o absurdo de, no Brasil, ser proibido a comercialização de Counter-Strike e Everquest.

Ainda bem que estes jornalistas estão sendo execrados pela opinião pública. Fico menos preocupado com repórteres idiotas que falam mal dos games dos games por falar. O pior são aqueles que escrevem baseados em conhecimentos rasos, como no caso de "O Globo". Aí entra o problema de falta de apuração e pesquisa, imperdoável a um jornalista.

Não são só os jogos que imitam a nossa vida violenta. Na novela das 9, um dos personagens principais é um grande bandido, que mata e rouba sem pensar duas vezes. Nos filmes, explosões e decapitações são permitidas. Na arte, obras incitam a pedofilia entre outras coisas que "combatemos". As pessoas podem sair peladas durante cinco dias de festa, mas durante o resto do ano somente em praias reservadas. Mas nos games... não, não pode! Falta critério neste país.

7 de abr. de 2011

IPad + Brasil = #maloqueragem

O multifunções João Dória Jr. (dispensa apresentações) escreveu em sua coluna no site da revista IstoÉ que a Apple montará uma fábrica no Estado de São Paulo. Só para produzir IPads. Seria a única fábrica da empresa de Steve Jobs em solo latino. As negociações estariam de tal forma avançadas que ainda neste mês o governador Geraldo Alckmin anunciaria o local exato do empreendimento e o valor do investimento.

Nada posso falar sobre possíveis isenções fiscais que o governo paulista estaria oferencendo à Apple para que esta deixasse a mão-de-obra ultrabarata chinesa para apostar nos pólos tecnológicos do nosso interior. Imagino que as vantagens para a Apple seriam gigantescas, sendo uma delas o acesso ao mercado emergente do Mercosul, por exemplo.

Mas, como analista, devo checar (ou, ao menos, supor) como ficaria eu e você, meros consumidores, nesta história toda. Primeiro, acredito que a fábrica não "produzirá" IPads, mas apenas "montará" o produto, semelhante ao que ocorre com as maquiladoras do norte do México. Seguindo o raciocínio, não entendi o porquê da fábrica ser levada para o interior de São Paulo e não para a Zona Franca de Manaus. Para quê eles precisariam de gente qualificada? Para apertar parafusos?

E será que o IPad 3 ou 4 ficará mais barato em 2013 e 2014? Será que a fábrica só trará benefícios para a Apple, com isenções de impostos e outras coisas? Sendo bem realista (ou pessimista), acredito na diminuição do frete. Ninguém vende IPads baratos nesta terra.

4 de abr. de 2011

Indignation mode on: netbooks

O futuro da comunicação e da vida na Terra (nossa!) passa pela internet. É aqui que tudo acontece, é aqui onde tudo acontecerá. Todos os estudos sobre comunicação no século XXI levam em conta o uso da internet. Pois bem, para aproveitar toda essa gama de novos recursos, os malditos da indústria criaram um aparelho específico (ou não) para quem deseja apenas acessar a internet: o netbook. Só que alguns (alguns?) problemas vem fazendo a minha pressão intracraniana se elevar.

Netbooks foram criados para acessar a internet. Só. Apesar de suas capacidades de memória e de seu disco rígido terem aumentado consideravelmente, experimente usar o Photoshop e o InDesign ao mesmo tempo em que se acessa a internet e se ouve música. Se o seu netbook conseguir, daqui a pouco ele vai pedir arrego. Não tente instalar milhões de programas. Não instale nem o Office ou o BrOffice. Utilize a computação em nuvem. Google Docs e Dropbox estão aí para isso.

Outra coisa que me atrapalha muito é a tela. Como os sistemas operacionais são pensados para desktops, notebooks e netbooks, a qualidade da "mexeção" cai neste último. Letras pequenas, ícones pequenos (e, muitas vezes, embaçados) e dificuldade de visão após muito tempo de uso. E a reprodução de conteúdo? Som de baixa qualidade, tela pequena mais uma vez e a ausência de drives de CD/DVD/Blu-ray para produtos convencionais atrapalham a vida. Se você quer reproduzir conteúdo, prefira um tablet. Lembre-se que o preço do IPad 1 caiu.

E como se não bastasse o modo de indignação, um recado para quem tem dedos e mãos grossos. Um recado do fundo do coração. Não tentem usar o pad e o teclado durante muito tempo. O pad é muito sensível e fraco, clicando em objetos indesejados e o teclado praticamente não possui espaço entre uma tecla e outra, complicando a digitação dos mais apressados. E a falta de apoio para os braços nas laterais? Ah, chega! Poderia ficar horas (ou linhas, neste caso) falando mal de netbooks, mas vou resumir ainda neste parágrafo: não comprem.

Leandro Freire está cansado da vida, da humanidade e de conexões 2G.

30 de mar. de 2011

#2012facts (3)

Depois de um tempo, volto para continuar a saga #2012facts. Não reclame. Você ainda terá até dezembro do ano que vem para ler os meus textos (espero que eles estejam atuais até lá). Sem mais delongas e utilizando da demagogia e da passagem de bloco do telejornalismo: não perca os parágrafos a seguir!

Desde que o mundo é mundo, as pessoas mentem. Isso é inerente ao ser humano. O problema, porém, reside no momento em que fatos de interesse público são obscurecidos através de falsos discursos, textos obscuros e propostas ao melhor estilo ninja: silencioso e mortal.

Depois de um período de censura “na cara”, vivemos uma época que considero pior que a anterior: o era da autocensura. Não temos mais censores nos jornais, nem receitas de bolo ocupando o espaço de escândalos de corrupção. Mas temos o medo de criticar o que acreditamos estar errado, temos medo de enfrentar nossos “superiores”. Temos medo até mesmo de levantar uma discussão sobre os fatos que nos cercam. Temos medo de paredes que escutam, de câmeras e microfones escondidos e de delatores (premiados ou não).

O medo não nos deixa ver o que ocorre na nossa frente: projetos de lei que cerceiam o jornalismo e a publicidade, protestos pacíficos abafados por porretes e omissões da imprensa, questionadores sendo julgados por crimes que não cometeram, argumentos contra o homem e não contra as ideias e por aí vai.

Numa época onde um grupo de colaboradores se une para levantar a cortina dos fatos diplomático-históricos sob a máscara de um site de plataforma wiki, utilizando sistemas criptografados e tudo o mais, só me vem uma pergunta à cabeça: é proibido perguntar? A pergunta, a dúvida e o levantamento da verdade se tornaram drogas ilícitas, de uso condenado por muitas pessoas (manipuladores e manipulados). Temos que nos esconder para poder aparecer. É o medo.

Detesto o cheiro da clandestinidade romântica. Minha formação é digital, onde as pessoas trocam informações para aumentarem seus conhecimentos. Fico pensando em quando a Polícia Federal vai bater em casa argumentando que sou pedófilo e isso e aquilo só porque fiz perguntas questionadoras à “gente do lado negro”.

Pensem, profissionais de comunicação: antes o barulho absurdo da corrente de informações do que o falso silêncio de versões fajutas.

26 de mar. de 2011

Resenha - Chatô: o rei do Brasil

Assis Chateubriand, ou Chatô, é o que podemos chamar de self-made man. A infância com gagueira e a alfabetização tardia não prenunciavam uma carreira meteórica nos campos da comunicação e da política. A dedicação aos estudos e ao trabalho trouxe ao garoto de Umbuzeiro outra definição: cidadão Kane brasileiro.
São tantas coisas a dizer: o modo irreverente, a passionalidade, os “pisões” na ética, a compra de jornais e rádios, as dívidas, as alianças e separações com políticos da estirpe de Getúlio Vargas, as grandes entrevistas com Churchill e Kautsky, os problemas com a polícia, as grandes amizades com Farquhar e Rockfeller, as inimizades com os Matarazzo, as inovações no modo de se fazer jornalismo, as campanhas obscuras do MASP e da aviação civil, a lei Teresoca, a vida como senador e embaixador, a vida após as tromboses cerebrais...
Entre tantos fatos, cabe destacar então algumas características de Assis Chateaubriand: o pioneirismo - na compra de máquinas modernas para seus jornais e revistas, a formação de uma elite de jornalistas dentro de seu conglomerado, o início da TV Tupi, o novo estilo nos modos de escrever, diagramar e fazer publicidade -, o estrangeirismo - valorização dos pensamentos, produtos, artes e modos de vida europeu e norte-americano, comparações entre o Brasil e outros países, o gosto pela filosofia alemã - e o progressismo - fé no capitalismo e nas grandes construções e críticas àqueles que, em sua concepção, não contribuíam para o progresso do país.
A vida de Chatô é de suma importância para o estudo do jornalismo brasileiro. Sua figura polivalente e muitas vezes contraditória serve para exemplos e comparações. Chatô, com toda a certeza, influenciado pelo filósofo alemão Nietzsche, considerava-se “acima do bem e do mal”.

22 de mar. de 2011

Uma loja online com cara de convencional

Não, não estou falando de lojas de conveniência em postos, nem de mais uma loja de livros e CDs e muito menos de lojas que vendem o produto mais convencional da humanidade. Estou falando da Microsoft Store, a loja online de produtos da Microsoft, totalmente voltada para os brasileiros, sendo a primeira do tipo na América Latina.

Falando sério agora, a loja não oferece nada que não já vimos em outras App Stores da vida. No caso, versões do Windows, do Office e do Expression. Só isso, nada de contas da Xbox Live e muito menos de caixas com os produtos. Tudo bem que é melhor e mais fácil baixar os programas, mas outras opções nunca são demais.

Além disso, outra característica negativa da loja são os preços. Eles são os mesmos aplicados em lojas de varejo comum. Não há nenhuma novidade. No máximo há a possibilidade de parcelar suas compras em 10x sem juros nas compras acima de R$150. Senti falta da agressividade da Microsoft presente nos lançamentos no Brasil de seus produtos.

Pagar 399 dinheiros na versão Home Premium do Windows 7 é uma tremenda falta de sacanagem, num país onde se encontra a mesma versão quase de graça. Depois reclamam de pirataria, custo Brasil, impostos...

19 de mar. de 2011

#2012facts (2)

Muita gente curtiu o primeiro post sobre as causas que farão o mundo acabar em 21 de dezembro do ano que vem. Foi mal, mas modéstia não é a minha área. Se no último post os assuntos foram as merdas que temos vistos e ouvidos nos últimos tempos, a morte do rock e dos estereótipos que nos fizeram felizes (e que ainda fazem a felicidade dos nostálgicos, como eu), hoje falarei sobre política, sempre levando a conversa para o lado geek, para o lado que entendo um pouco. Sim, não sou especialista, cometerei meus deslizes, mas, quer saber, foda-se: o mundo acaba ano que vem mesmo.
O mundo antes de meu nascimento era dividido em dois mundos: um capitalista e um comunista. Ícones como o Rambo foram baseados nisso. Cada mundo reprimia suas lutas internas, tentando esconder os piolhos, carrapatos, caspas e vermes que o açoitavam. O problema é que após a queda do comunismo, o mundo endoidou. É como se o capitalismo precisa-se de um contraposto declarado para sobreviver. Dessa forma, as ideologias e o maniqueísmo político foram para o espaço.
Pense nas inúmeras palavras e expressões que aprendemos nos últimos vinte anos: fundamentalismo, bolivarianismo, carros-bomba, nova ordem mundial, países emergentes, neonazismo, separatismo. Tá aí, essa última palavra é bem emblemática do que estamos vivendo. Estamos nos separando de tudo o que representa o mundo bipolar. Tudo agora são relações multilaterais, que tentam englobar a tudo e a todos, para que ninguém fique “insatisfeito”.
A principal causa dessa nova ordem foi a chegada de países emergentes como o Brasil. Se não passamos a fazer mágica no baralho mundial, ao menos entramos no jogo. Nossos vizinhos da sigla BRIC estão no mesmo caminho, em especial a China que já botou seus peões em várias partes do mundo e que, em alguns países da África, por exemplo, extinguiu o poder americano. Não sei o que acontecerá com as decisões mundiais. O que se vê é a bagunça que a ONU e Davos se tornaram por não conseguirem suportar novos membros de peso. O centro agora está no G20 e dificilmente mudará enquanto os países da Europa não saírem da crise em que vivem, por exemplo.
A grande mudança no tabuleiro deu-se quando os países do BRIC se deram conta de que é possível enfrentar os gigantes cara-a-cara. Suas armas, num primeiro momento, foram a abundância de matéria-prima, commodities e mão-de-obra barata. Agora, o ataque vem com educação, pesquisa e desenvolvimento, economia consolidada e alianças regionais.
Será muito complicado deter o BRIC e o mundo multipolar que eles criaram. É difícil criar um órgão democrático, onde todos tenham voz, uma vez que cada um é forte em uma área. Guerra à vista! Peraí! Guerras, 2012, fim do mundo...

18 de mar. de 2011

Resenha: Rota 66

O épico levantamento de dados a respeito da violência da Polícia Militar do Estado de São Paulo contra civis, bandidos ou inocentes, é o tema do livro emocionante, espantoso e revoltante de Caco Barcellos. Sua pesquisa e suas informações detalhadas ajudam a retratar não apenas a violência da Polícia, mas como uma pesquisa jornalística deve ser realizada.
O livro começa pela história de três jovens ricos que são assassinados pelos policiais da Rota. Na verdade, eles servem de parâmetro, durante todo o livro, para que Caco possa mostrar que este caso é uma exceção. A violência dos policiais é a forma mais violenta de exclusão social que já foi registrado no Brasil, uma vez que a maioria dos mortos eram jovens, pardos ou negros e habitantes da periferia de São Paulo. E o que pior: a maioria é inocente.

15 de mar. de 2011

#2012facts

Se um vampiro não sofre mais com cruzes e água benta ninguém reclama. Se ele brilha a luz do sol, menos ainda. Se a combinação pseudo-banda-de-rock + fãs se torna a tão sagrada e falida instituição sociológica família, poucos criticam e, aqueles que o fazem, levantam apenas argumentos musicais e não culturais. Se bateristas tem braço fino ninguém arremessa pedras. Se canções exaltadas em momentos de folia possuem apenas uma dúzia não completa de porcas e insignificantes palavras, não há um puto que diz “isso é uma merda!”
Essa é a maldição do mundo após os ataques de 11 de setembro. Parece que as pessoas se esqueceram das velhas fórmulas que davam certo até os anos 90 e simplesmente passaram a consumir o lixo que cai no esgoto das indústrias fonográficas e cinematográficas. Poucos são os que restam. Ainda bem que Mano Brown nos avisou que até no lixão nasce flor. Ainda bem.
Grandes aterros sanitários são criados quando a nossa cultura pop une coisas que são boas. Jason e Freddy Krueger, Alien e Predador, super-heróis do cinema e do videogame, vampiros e lobisomens, elfos e orcs e anões e druidas e humanos e zumbis e seres fantásticos e demônios e anjos e mais uma caralhada de outras coisas. Esse é o mal. Para um produto ser bom, ele tem que trazer tudo que já foi lançado até aquele momento, todos os personagens, cenários, situações, diálogos e, inevitavelmente, clichês. É um verdadeiro arco-íris. É um Restart após o outro. Faltam as benditas inovações e criações. Faltam propósitos, causas, filosofias. Isso! Está faltando filosofia! Encontros todos os sábados na minha casa, somente para os interessados.
O grande pênis que está situado na prostituta chamada cultura pop, e que ninguém vê na escuridão do beco é a ausência do pensamento. Devido ao apelo da velocidade, da instantaneidade, do “vai, vai, ah, vai”, ninguém mais anda pelos campos, ruas ou mesmo senta-se à varanda (sim, isto ainda existe) para, veja só, pensar. A ação que fez o homem evoluir não é mais praticada. Tornou-se um vírus contagioso, maléfico aos neurônios. É o vírus contagioso da prostituta cultura pop.
Não é necessário largar a maravilhosa tecnologia que nos cerca. Ora, se ela foi uma evolução do pensamento, porque não usá-la? No entanto, procure recostar-se num cantinho legal, esticando as pernas, aproveitando a brisa (não precisa usar drogas), lendo um bom livro ou ouvindo uma banda que tenha conteúdo, que te faça tomar conhecimento de algo novo. Faça com que os fatos descritos no primeiro e terceiro parágrafos deste texto de indignação não sejam o prelúdio de dezembro de 2012. Faça valer sua capacidade de pensar e agir.

10 de mar. de 2011

Wii 2, rumores e loucuras tecnológicas

Boatos correram a respeito do sucessor do Wii, líder do mercado de videogames domésticos, o chamado Wii 2 (que, provavelmente não terá este nome). Várias especificações foram levantadas, apesar de o presidente Satoru Iwata confirmar que o console atual ter ainda, pelo menos, dois anos de vida.
Vou começar com minha quilométrica e, caso você esteja pouco se f******, inútil previsão. Sim, coloquei minha bola de cristal na tomada e abri meu baralho de Yu-gi-oh no PC. A sorte está lançada!
Começando com as especificações técnicas, temos o site Zeldainformer contando que o Wii 2 viria com discos Blu-ray, processador de quatro núcleos e projetor embutido. Em minha opinião, dificilmente o aparelho da Nintendo virá com a mídia Blu-ray. Pensando na futura convergência dos aparelhos (vide as estratégias da Sony e da Microsoft), acredito que a mídia do Wii 2 será a memória flash, semelhante ao usado no DS e no 3DS. Imagine uma ligação entre o 3DS e o Wii 2, como troca de Miis e outros “apetrechos digitais”?
A capacidade não chegará perto de um Blu-ray, mas chegará em 16GB, o suficiente, espero, para colocar jogos em HD e em 3D. Sim , o aparelho obrigatoriamente virá com 3D. Se o irmão menor tem, porque o maior não terá?
Fontes ligadas à Nintendo revelam que o aparelho terá chip SoC (System-on-Chip) Marvell Armada quad-core baseado na arquitetura ARM. Especificações técnics comuns, que se não empolgam, pelo menos não decepcionam.
E agora o projetor embutido. Esta nova especificação aliada à comandos de voz, câmeras e outras coisinhas mais poderá trazer a realidade aumentada para o quarto ou sala de sua casa. Sim, imagine agora não mais controlar o Mario, mas ajudá-lo em suas aventuras, fornecendo itens e pulando como um macaco? Seria o 4D, a evolução de qualquer coisa que você já viu em qualquer lugar.
Por fim, a Nintendo só lançará seu novo aparelho quando a capacidade de processamento do Wii estiver além do bagaço e a tecnologia do próximo console barateada. Eles ganharam vários novos consumidores quando o sensor de movimento ficou mais barato, permitindo o lançamento do Wii. E quando a tecnologia da touchscreen ficou barata? Veio o DS. É uma regra da empresa. Eles não lançarão um console custando 600, 500, 400 e nem 350 dólares. Sim, estou arriscando, mas arriscar não é o meu dever?

3 de mar. de 2011

Considerações sobre o IPad 2

Esperei dois dias, me controlei e escrevi devagar, procurando não me exceder. Mas foi difícil segurar a frustração após o anúncio de Steve Jobs sobre o iPad 2, na última quarta-feira. Lembre-se de que estou me segurando e “frustação” foi o melhor que encontrei.
Para começar, o “redesign” prometido foi ridículo. Uma coisinha aqui e outra ali. O vice-presidente de marketing do IPad (sim, isso existe), Michael Tchao, contou que o novo aparelho está 15% mais leve (ou menos pesado, como queiram) e 1/3 mais fino (ou menos grosso). Apesar das mudanças, o desempenho gráfico está nove vezes superior ao do primeiro IPad graças ao processador A5 Dual Core.
Faltou a revolução que houve na mudança, por exemplo, do Iphone 3GS para o Iphone 4. Ou do Nintendo DS para o 3DS. E por falar em videogame portátil, o assunto do meu último post ainda está em voga. Criaram mais uma plataforma para concorrer com Nintendo e Sony... O próprio iPad 2! Sim, com os mesmos problemas que já disse: sem botões, etc e tal. Seu único diferencial é a bateria que dura 10 horas.
A característica que mais atrai a atenção são as duas câmeras, sendo a traseira filma em HD (720p) e possui zoom dugital de 5x (o que não é grande coisa). Com a da frente será possível realizar videoconferências. Onde será que já vimos isso? Ah, sim, em vários smartphones!Por fim, a coisas idiotas (ou não): o IPad 2 vem com uma tampa. Agora você pode por suas meias de volta nos pés e não no aparelho. E olha que esse anúncio foi destacado pelo marketing da empresa, a única área da empresa que trabalha muito (ou não).
Bom, é isso, o iPad 2 chega aos EUA em 11 de março e na Europa e outros “mercados importantes” (será que chega nesta data ao Brasil?) em 25 de março. Peraí... Chegar na 25 de março em 25 de março? Putz, mais uma idiotice!

1 de mar. de 2011

Smartphones vs. videogames portáteis

O anúncio dos videogames portáteis de nova geração, Nintendo 3DS, que já foi lançado no Japão, e Sony NGP, levou muitos analistas a compararem estes produtos com smartphones, principalmente com o IPhone. O problema é que muitos desses analistas costumam mesclar mercados.
Desde que foi lançado, o IPhone tornou-se uma central de entretenimento móvel, entrando em diversos meios graças aos milhares de widgets que ele possui. Um destes meios foi o entretenimento eletrônico através de jogos simples e viciantes. Angry Birds e Plants vs. Zombies se tornaram grandes jogos que estão, inclusive, sendo importados para as plataformas de games convencionais.
No entanto, vamos às características que diferenciam os mundos. Primeiramente, smartphones são celulares. Eles não foram concebidos para rodarem games com a mesma fluência de um videogame portátil. Em segundo lugar, os jogos criados para o IPhone são voltados exclusivamente para o público casual, para momentos como a fila do banco ou do dentista. Diferentemente do DS e do PSP, que se tornaram o principal videogame de muitas pessoas, substituindo os consoles domésticos com maestria, qualidade e muitos jogos de nível hardcore.
Por fim, o “principal monstro dos videogames portáteis” intitulado IPhone, não possui algo essencial para jogos “pesados”: botões e alavancas analógicas. Sem botões, nada de bom em gêneros como luta e FPS. Esqueça jogar Street Fighter no IPhone.
Para concluir, basta observar o sucesso de vendas do lançamento do 3DS no Japão. Apesar de o pessoal de olhinhos puxados comprarem qualquer coisa feita pela Nintendo, o primeiro fim de semana de vendas do aparelho mantém a barra de energia dos videogames portáteis cheia.

25 de fev. de 2011

Bing is not Google

95,2%. Sim, este número gigantesco e, diria eu, absurdo, é a porcentagem de domínio do Google no ramo das buscas na internet do Brasil. Esse é um tapa na cara de Microsoft, Yahoo e Ask.

E vou explicar o porquê: o Bing só é usado nos PCs que possuem o Internet Explorer instalado e que não tem a mínima capacidade de trocarem a buscador. Eu queria ver o que seria da porcaria do Bing sem o Live Messenger e sem Internet Explorer.

O Google tomou o mercado de tal forma que virou sinônimo de buscas na internet. Você toma Danone, o outro usa Omo e eu “Google”. O poder de marketing do Google, aliado ao seu nível de simplicidade, novas ferramentas que sempre são lançadas e o “fator lembrança” que está na cabeça de cada um, faz dele a principal empresa quando se pensa em internet no Brasil.

E se você pensar nos indícios de cópia do Bing em relação ao resultado das buscas do Google, no poço infinito de esquecimento do Yahoo e a poder do Google de comprar buscadores pequenos, mas bons, vemos que o mercado está tomado.

22 de fev. de 2011

Tablet brasileiro = “cultura” brasileira

A desconhecida MXT Industrial lançou durante a última CES (Consumer Eletronics Show), em Las Vegas, o i-MXT (puxa, de onde será que eles tiraram isso?). Voltado para o segmento automotivo, o sistema roda o Android 2.2, tem tela sensível ao toque de 7 polegadas e possui certos elementos que devem atrair o brasileiro (ou não).

Foto: Divulgação
Como foi dito, o produto foi criado originalmente para veículos, uma paixão nacional. Ele aguenta a vibrações e pode ser ligado ao GPS do carro. Em segundo lugar, há o quesito preço: de R$ 1,6 mil à R$ 2,5 mil. Em segundo lugar, preste atenção na elucubração: o tablet vem com 3G, EDGE e Wi-Fi e o modem GSM/EDGE não para de funcionar quando o aparelho é desligado. Dessa forma, o aparelho pode ser localizado em caso de roubo. Nada mais brasileiro.
Apesar de não possuir nenhum atrativo absurdo, o tablet parece que será dará bem, pois até a PM de São Paulo está comprando 11 mil aparelhos para colocarem em seus veículos e 12 países o querem em suas terras.

21 de fev. de 2011

Dummies

Será que as pessoas não são cansam do óbvio, do simples, do impermeável? Bah, não entendo como “fórmulas de sucesso” são aplicadas nos meios de comunicação e “dão certo”! Não entra em minha cabeça como as pessoas não pegam tolas intenções com facilidade e não a cospem como um bagaço. O título do post se refere ao fator for dummies que impera em quase todos os meios e que vem chegando a velocidades meteoríticas no mundo geek.
Ontem tive o desprazer de ver uma “explicação” a respeito de onde começa a estratosfera. Mas isso não é nada perto do lago raso das novelas. O roteiro sempre é o mesmo: a mocinha gostosa que não pode ficar com o galã incorruptível. Para repetir a fórmula “sem cansar” o telespectador, alguma barreira idiota é imposta. Prefiro alguma série americana que, apesar de ser um país que possui tantos dummies quanto aqui, pelo menos tem algum roteiro que foge do senso comum.
Em debates políticos ou de cunho social, argumentos falaciosos, meias verdades e meias mentiras são contadas a todo o momento. Críticas ao autor da proposta e não à proposta são desferidas com frequência. Atacam-se ideologias que não existem mais somente para mancharem interlocutores competentes (ou não). Propostas de censura travestidas de defesa da cultura nacional e de liberdades já existentes são colocadas em pauta como se tudo fosse normal.
Comentei no início sobre a invasão que está ocorrendo na internet. Milhões de pessoas sem preparo passaram a utilizar o meio de comunicação mais forte existente, acarretando problemas como disseminações de vírus, incompreensões e mal uso de linguagem e transposição de conversas do mundo televisivo (leia-se, BBB).
E o pior de tudo, aquilo que faz a cabeça deste que escreve explodir, a necessidade desgraçada de esclarecimento de tudo o que surge, de tudo o que é novo, de tudo que nos faça pensar, refletir, escapar do senso comum e estender os horizontes do conhecimento (que coisa linda que falei). #ficadica: não dê mole aos dummies, pois eles existem apenas para amolar.
Leandro Freire é nerd e... #prontofalei

18 de fev. de 2011

Ctrl+C, ctrl+V não é tudo

Depois do anúncio bombástico da Nokia a respeito de seus smartphones passarem a rodar Windows Phone 7, muitos ficaram com milhares de dúvidas: e o Symbian? E o Meego? Será que a parceria Nokia-Microsoft acertará na mosca ou atrairá moscas?
A respeito da Nokia, acredito que ela está arriscando alto nessa parceria. Se você já tem um sistema forte, confiável, com desenvolvedores trabalhando nele, para quê você vai se aliar a um sistema nada confiável e atrasado? Estou falando do Symbian e dos milhares de pessoas que usam e gostam dele. Segundo a empresa, ele estará apenas em aparelhos acanhados, digam-se, medíocres. E o projeto do Meego? De acordo a Nokia, para futuras plataformas. Traduzindo, o primeiro morrerá e o segundo mal nascerá.
Quanto à Microsoft, acredito que ela se deu bem. Primeiro você tem milhões de pessoas que usam os atuais celulares da Nokia. Segundo, você terá um bom suporte ao Windows Phone 7, que poderá evoluir. A chance de a Microsoft ganhar um bom dinheiro com essa parceria é bem grande.
O primeiro aparelho anunciado é um smartphone simples, como outro qualquer, com um visual voltado para jovens e mulheres. Pelo menos o primeiro passo está correto, pois atingir o público feminino é essencial para popularizar o sistema. E o OS da Microsoft terá, finalmente, a função ctrl+C e crtl+V.
Mas popularização não é o bastante. O problema é que eles não possuirão a qualidade da Apple e nem a quantidade de celulares com a tecnologia Android amigável. A Microsoft parece que gosta de sair atrás nas corridas. Acredito que nessa ela está saindo muito atrás. O que pode acontecer é a queda da gigante Nokia. Bye, bye!

15 de fev. de 2011

Xperia Play, dinheiro no bolso... dinheiro no bolso?


Mais um motivo para seu bolso se esvaziar será lançado pela Sony Ericsson em março nos EUA e na Europa. O Playstation Phone, digo, Xperia Play, será mais uma bugiganga tecnológica que fará tudo o que você gosta (ou não). Mas, falando sério, o aparelho tem tudo para ser um sucesso.


O motivo? Além de possuir uma tela de 4 polegadas, processador de 1GHz, câmera de 5MP e sistema Android 2.3 Gingerbread, o aparelho terá uma plataforma de jogos dos Playstation 1 e 2 através do PlaystationSuite, loja virtual que contará com títulos dos primeiros consoles da Sony. Imagina jogar uma partida de SOCOM com seus amigos via Wi-Fi e parar para atender a um telefonema? Tá bom, essa ideia não é muito boa, mas bastante interessante (pelo menos para mim).
E por falar em Wi-Fi, o Xperia Play estará sempre conectado, isso porque ele tem também Bluetooth, 3G, USB, aGPS e DLNA.
De acordo com a empresa, a tela possui a incrível resolução de 854x480 pixels e rodará em 60 frames por segundo (será?). E já que o propósito do Xperia Play são os jogos, lá vão alguns disponíveis: Crash Bandicoot, The Sims 3, Asphalt Adrenaline, Need for Speed, Fifa 10 e o recentemente cancelado para novas versões Guitar Hero.
No entanto, o que será do Xperia Play com a chegada do NGP da própria Sony e do Nintendo DS? E com a mania de jogos para IPhone? E, o mais importante, quanto custará essa bagaça? Vai faltar dinheiro esse ano...