Mostrando postagens com marcador jornalismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador jornalismo. Mostrar todas as postagens

12 de abr. de 2011

Indignation mode on: repórteres sem noção ou sem ética?

Os professores de jornalismo explicam. A sociedade cai matando em cima. Os políticos mal intencionados se aproveitam da situação criada.

Quando recebi a notícia de que o assassino do caso Realengo "vivia" na internet e possuía um "blog onde escrevia sobre atentado, violência, fundamentalismo religioso e jogos eletrônicos", logo vi a marmota que estavam aprontando (mais uma vez) para cima da indústria gamística.

Um grande problema ocorre e a sociedade procura uma culpada que não seja ela. Ou é o heavy metal e suas letras sobre sobre morte e satanismo ou são os RPGs de mesa e seu lado ocultista. Já houve problemas até com cartas de Yu-gi-oh e simples pulseiras coloridas. E é neste momento que jornalistas mal informados ou com intenções nada boas surgem para criticar a cultura que nos cerca.

Seja em programas sensacionalistas, daqueles que repetem imagens violentas à exaustão, ou em programas ditos sérios (que estão se tornando sensacionalistas também), repórteres burros escolheram o Judas da vez: a Rockstar e seu Grand Theft Auto. A primeira imagem que me indignou foi uma cena de jogo (do GTA IV, se não me engano) onde o protagonista dá um tiro na cabeça de um taxista. Comecei a ficar ainda mais preocupado quando, num ótimo post de Gustavo Assumpção no blog N-Blast, ele comentava sobre uma notícia de "O Globo", onde os repórteres diziam que o jogo dava pontos a quem matava crianças, idosos e animais (o que não é verdade). Já não bastasse o absurdo de, no Brasil, ser proibido a comercialização de Counter-Strike e Everquest.

Ainda bem que estes jornalistas estão sendo execrados pela opinião pública. Fico menos preocupado com repórteres idiotas que falam mal dos games dos games por falar. O pior são aqueles que escrevem baseados em conhecimentos rasos, como no caso de "O Globo". Aí entra o problema de falta de apuração e pesquisa, imperdoável a um jornalista.

Não são só os jogos que imitam a nossa vida violenta. Na novela das 9, um dos personagens principais é um grande bandido, que mata e rouba sem pensar duas vezes. Nos filmes, explosões e decapitações são permitidas. Na arte, obras incitam a pedofilia entre outras coisas que "combatemos". As pessoas podem sair peladas durante cinco dias de festa, mas durante o resto do ano somente em praias reservadas. Mas nos games... não, não pode! Falta critério neste país.

1 de abr. de 2011

Pensem Bem

Coiotes, 

Desde já informo que não sou fã da Preta Gil e muito menos votei no Deputado Jair Bolsonaro.

Para quem esta por fora, o deputado convidado a participar do quadro O Povo Quer Saber no CQC disse entre outras coisas que é “a favor da ditadura”, que é um pai presente e por isso não corre risco que seus filhos sejam homossexuais, que sente saudade da época Médici (detalhe nesse periodo as PESSOAS foram torturadas por serem de esquerda), que não aceitaria ser operado por um médico cotista e para fechar com cheve de ouro respondeu a seguinte pergunta da cantora Preta Gil “se seu filho se apaixonasse por uma negra, o que você faria?” dizendo:
"Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu".

30 de mar. de 2011

#2012facts (3)

Depois de um tempo, volto para continuar a saga #2012facts. Não reclame. Você ainda terá até dezembro do ano que vem para ler os meus textos (espero que eles estejam atuais até lá). Sem mais delongas e utilizando da demagogia e da passagem de bloco do telejornalismo: não perca os parágrafos a seguir!

Desde que o mundo é mundo, as pessoas mentem. Isso é inerente ao ser humano. O problema, porém, reside no momento em que fatos de interesse público são obscurecidos através de falsos discursos, textos obscuros e propostas ao melhor estilo ninja: silencioso e mortal.

Depois de um período de censura “na cara”, vivemos uma época que considero pior que a anterior: o era da autocensura. Não temos mais censores nos jornais, nem receitas de bolo ocupando o espaço de escândalos de corrupção. Mas temos o medo de criticar o que acreditamos estar errado, temos medo de enfrentar nossos “superiores”. Temos medo até mesmo de levantar uma discussão sobre os fatos que nos cercam. Temos medo de paredes que escutam, de câmeras e microfones escondidos e de delatores (premiados ou não).

O medo não nos deixa ver o que ocorre na nossa frente: projetos de lei que cerceiam o jornalismo e a publicidade, protestos pacíficos abafados por porretes e omissões da imprensa, questionadores sendo julgados por crimes que não cometeram, argumentos contra o homem e não contra as ideias e por aí vai.

Numa época onde um grupo de colaboradores se une para levantar a cortina dos fatos diplomático-históricos sob a máscara de um site de plataforma wiki, utilizando sistemas criptografados e tudo o mais, só me vem uma pergunta à cabeça: é proibido perguntar? A pergunta, a dúvida e o levantamento da verdade se tornaram drogas ilícitas, de uso condenado por muitas pessoas (manipuladores e manipulados). Temos que nos esconder para poder aparecer. É o medo.

Detesto o cheiro da clandestinidade romântica. Minha formação é digital, onde as pessoas trocam informações para aumentarem seus conhecimentos. Fico pensando em quando a Polícia Federal vai bater em casa argumentando que sou pedófilo e isso e aquilo só porque fiz perguntas questionadoras à “gente do lado negro”.

Pensem, profissionais de comunicação: antes o barulho absurdo da corrente de informações do que o falso silêncio de versões fajutas.

26 de mar. de 2011

Resenha - Chatô: o rei do Brasil

Assis Chateubriand, ou Chatô, é o que podemos chamar de self-made man. A infância com gagueira e a alfabetização tardia não prenunciavam uma carreira meteórica nos campos da comunicação e da política. A dedicação aos estudos e ao trabalho trouxe ao garoto de Umbuzeiro outra definição: cidadão Kane brasileiro.
São tantas coisas a dizer: o modo irreverente, a passionalidade, os “pisões” na ética, a compra de jornais e rádios, as dívidas, as alianças e separações com políticos da estirpe de Getúlio Vargas, as grandes entrevistas com Churchill e Kautsky, os problemas com a polícia, as grandes amizades com Farquhar e Rockfeller, as inimizades com os Matarazzo, as inovações no modo de se fazer jornalismo, as campanhas obscuras do MASP e da aviação civil, a lei Teresoca, a vida como senador e embaixador, a vida após as tromboses cerebrais...
Entre tantos fatos, cabe destacar então algumas características de Assis Chateaubriand: o pioneirismo - na compra de máquinas modernas para seus jornais e revistas, a formação de uma elite de jornalistas dentro de seu conglomerado, o início da TV Tupi, o novo estilo nos modos de escrever, diagramar e fazer publicidade -, o estrangeirismo - valorização dos pensamentos, produtos, artes e modos de vida europeu e norte-americano, comparações entre o Brasil e outros países, o gosto pela filosofia alemã - e o progressismo - fé no capitalismo e nas grandes construções e críticas àqueles que, em sua concepção, não contribuíam para o progresso do país.
A vida de Chatô é de suma importância para o estudo do jornalismo brasileiro. Sua figura polivalente e muitas vezes contraditória serve para exemplos e comparações. Chatô, com toda a certeza, influenciado pelo filósofo alemão Nietzsche, considerava-se “acima do bem e do mal”.

25 de mar. de 2011

Carta ao leitor


Olá Classe!
O mais interessante em relação às mídias sociais é a dinamicidade dos temas e a facilidade de acesso a esse conteúdo diversificado. Na última semana durante apresentação de seminário na aula de Rádiojornalismo na minha turma, 5º termo B, do Professor Homéro Ferreira tive a incumbência de falar sobre “Reportagem assistida por computador” retirado de um capítulo do livro 'A reportagem' de Nilson Lage. Em suma, eu deveria falar sobre como o computador passou a ser utilizado nos meios de imprensa e como tornou-se uma ferramenta de uso essencial para captação de informação.

O computador e a internet possibilitaram uma série de facilidades que servem para dar celeridade ao processo, mas como não poderia deixar de ser, outras maneiras de interação foram criadas para contrapor o sentido literal da utilização do meio. As diferentes redes sociais, sites de notícias, portais oficiais e tantos outros canais dão um dimensionamento jamais esperado por quem idealizou a máquina. Hoje, um mundo sem a conexão seria um verdadeiro caos e a esquizofrenia cibernética tomaria conta da sociedade. Já pensou o que seria da sua produção tradicional com 24 horas sem acesso as facilidades do mundo virtual?

18 de mar. de 2011

Resenha: Rota 66

O épico levantamento de dados a respeito da violência da Polícia Militar do Estado de São Paulo contra civis, bandidos ou inocentes, é o tema do livro emocionante, espantoso e revoltante de Caco Barcellos. Sua pesquisa e suas informações detalhadas ajudam a retratar não apenas a violência da Polícia, mas como uma pesquisa jornalística deve ser realizada.
O livro começa pela história de três jovens ricos que são assassinados pelos policiais da Rota. Na verdade, eles servem de parâmetro, durante todo o livro, para que Caco possa mostrar que este caso é uma exceção. A violência dos policiais é a forma mais violenta de exclusão social que já foi registrado no Brasil, uma vez que a maioria dos mortos eram jovens, pardos ou negros e habitantes da periferia de São Paulo. E o que pior: a maioria é inocente.

De olhos vermelhos

De olhos vermelhos, de pêlo branquinho... Sim, estamos na época da páscoa, mas essa musiquinha que aprendemos na infância não é para lembrar aqueles coelhinhos brancos e fofinhos de olhos vermelhos que nos encantam nesse período do ano e sim dos milhares de olhos vermelhos que estão por aí por causa da epidemia da tal conjuntivite.
Em 45 dias, entre os meses de fevereiro e março, foram diagnosticados cerca de 50.000 casos da doença no estado de São Paulo. Seria um vírus que resolveu aparecer de repente e que aproveitando o carnaval com o aglomerado de pessoas fez um arrastão em todo mundo ou é a falta de uma política específica da saúde para resolver esse problema?

16 de mar. de 2011

Dúvidas De Um Foca

Ultimamente tenho pensado muito no que farei depois que terminar o curso, me preparei para esse momento e agora que ele esta na reta final sinto que tenho que começar a planejar outra coisa urgente. Falei  com colegas de universidade e percebi que a dúvida sobre o que fazer depois de pegar o diploma é geral. A maioria tem ideia, bem remota mais tem, do que quer, só não sabe muito como fazer para por em prática os desejos, metas e sonhos.

Em primeiro lugar independente da área que o jornalista for seguir ele deve tirar o MTB, ou seja, seu registro profissional, que nada mais é que um número mais um carimbo que registra e oficializa nosso oficio. Pode ser que ele nunca mude nada na sua vida, mas as grandes emissoras como Globo e Record costumam pedi-lo. Sem contar que para quem pretende fazer concurso publico ele é muito importante.

16 de fev. de 2011

#DiaDoRepórter


Rá! Ouvi comentários na rua de que hoje, 16 de Fevereiro, é o dia do Repóter.Aos incansáveis habitantes das trincheiras da informação, meus sinceros cumprimentos!

Minha singela homenagem ao meu repórter preferido:

Repórter Esso

Falando sério agora.
Quando a gente quer a gente faz! Não que essa seja a receita mais fácil de se lidar com a carreira, mas quando se tem vontade, a busca por resultados para questões das mais variadas vertentes torna-se mais prazerosa. E como todos temos referências, não poderia deixar de Noblatear nas próximas linhas.

"Quando se tem uma história pra contar é possivel sentir a palpitação sobrenatural da notícia" frase citada em seu livro O que é ser Jornalista, quando na oportunidade relata seu primeiro furo de reportagem. E sendo assim posso, sem medo de errar, ratificar uma das mais sinceras declarações que ele já fez em sua vida profissional: "Aos 19 anos, eu começava a me tornar vítima da paixão insaciável pelo jornalismo, esta que não se aplacou até hoje". Simples assim, é preciso fulminancia, sagacidade, intensidade.

E pra finalizar, como disse certa vez o Professor de Rádiojornalismo Homéro Ferreira: “Um Jornalista precisa ser essencialmente repórter”. Tal é o elemento!

Feliz dia aos repórteres de todos os cantos do mundo!

Giovana Cabral é essencialmente repórter!