18 de mar. de 2011

De olhos vermelhos

De olhos vermelhos, de pêlo branquinho... Sim, estamos na época da páscoa, mas essa musiquinha que aprendemos na infância não é para lembrar aqueles coelhinhos brancos e fofinhos de olhos vermelhos que nos encantam nesse período do ano e sim dos milhares de olhos vermelhos que estão por aí por causa da epidemia da tal conjuntivite.
Em 45 dias, entre os meses de fevereiro e março, foram diagnosticados cerca de 50.000 casos da doença no estado de São Paulo. Seria um vírus que resolveu aparecer de repente e que aproveitando o carnaval com o aglomerado de pessoas fez um arrastão em todo mundo ou é a falta de uma política específica da saúde para resolver esse problema?


Na verdade não podemos descartar nenhuma das hipóteses, porque onde há muita gente há um maior risco de contaminação e de disseminação de vírus levando em consideração o maior número de bactérias, o contato que é mais comum, a respiração, etc. E também não se pode dizer que a saúde pública trata desses assuntos com total avidez porque seria uma inverdade. Em São Paulo mesmo já estão faltando médicos oftalmologistas para tratar dos casos, que não são poucos, e nos hospitais o número de pessoas com a doença só vem crescendo. O Hospital das Clínicas, de São Paulo, é um exemplo, estão sendo atendidos cerca de 400 casos de conjuntivite por dia, onde o esperado seria na faixa de 60 nesta época do ano.

Importante: para quem acha que pegou o vírus uma vez e está livre a partir daí está redondamente enganado. Ao contrário de algumas doenças, como a catapora, por exemplo, a conjuntivite não te garante imunidade de uma próxima contaminação fazendo com que a pessoa após curar-se da doença voltar a se infectar. Então não fique tão despreocupado depois de ser contaminado, pois você corre o risco (se for azarado) de ser “sorteado” de novo.

Um pouco de informação: a conjuntivite é uma inflamação da membrana que reveste o “branco” do olho, e pode afetar as córneas e as pálpebras. Pode ser causada por vírus, bactérias ou por reação alérgica. Existem três tipos da doença, a alérgica quando o olho entra em contato com algo que provoque
irritação, a bacteriana que provoca vermelhidão e coceira e a viral que á a mais contagiosa que além desses sintomas cria também uma secreção.

Bom, cuidado nunca é demais não é pessoal? Então vamos sempre lavar as mãos, evitar levar a mão ao olho após ter contato com lugares públicos, não ficar muito próximo das pessoas que já estão infectadas que poderemos escapar “dos olhos vermelhos”.

Sem mais, atenciosamente.

Por Aline Camargo.

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