O épico levantamento de dados a respeito da violência da Polícia Militar do Estado de São Paulo contra civis, bandidos ou inocentes, é o tema do livro emocionante, espantoso e revoltante de Caco Barcellos. Sua pesquisa e suas informações detalhadas ajudam a retratar não apenas a violência da Polícia, mas como uma pesquisa jornalística deve ser realizada.
O livro começa pela história de três jovens ricos que são assassinados pelos policiais da Rota. Na verdade, eles servem de parâmetro, durante todo o livro, para que Caco possa mostrar que este caso é uma exceção. A violência dos policiais é a forma mais violenta de exclusão social que já foi registrado no Brasil, uma vez que a maioria dos mortos eram jovens, pardos ou negros e habitantes da periferia de São Paulo. E o que pior: a maioria é inocente.
Apesar das sensações de humilhação, indignação, impunidade e revolta que a obra nos passa, é importante ressaltar o valor que ela possui no tocante à formação jornalística. Tecnicamente impecável, o autor nos orienta em duas áreas importantíssimas do jornalismo: as fontes e o levantamento de dados.
Sobre as fontes, é necessário destacar as inúmeras pessoas procuradas pelo jornalista: familiares e amigos das vítimas, policiais, sobreviventes, trabalhadores do IML, de hospitais e de órgãos da Justiça e até mesmo radialistas. Isto nos ensina a nunca descansar em procurar o maior número possível de versões do mesmo fato, ainda mais quando se está falando de casos de violência e morte.
A respeito do levantamento de dados, percebe-se que um bom jornalista nunca deve “dormir em serviço”, nunca deve desanimar-se ou mesmo intimidar-se diante das dificuldades. Para isto é necessário até mesmo o auxílio de pessoas amigas. Para levantar desde o perfil das vítimas da Polícia, passando pela lista dos maiores matadores e chegando aos nomes dos juízes que inocentavam policiais, Caco teve que se muito esforçado e organizado.
O livro começa pela história de três jovens ricos que são assassinados pelos policiais da Rota. Na verdade, eles servem de parâmetro, durante todo o livro, para que Caco possa mostrar que este caso é uma exceção. A violência dos policiais é a forma mais violenta de exclusão social que já foi registrado no Brasil, uma vez que a maioria dos mortos eram jovens, pardos ou negros e habitantes da periferia de São Paulo. E o que pior: a maioria é inocente.
Apesar das sensações de humilhação, indignação, impunidade e revolta que a obra nos passa, é importante ressaltar o valor que ela possui no tocante à formação jornalística. Tecnicamente impecável, o autor nos orienta em duas áreas importantíssimas do jornalismo: as fontes e o levantamento de dados.
Sobre as fontes, é necessário destacar as inúmeras pessoas procuradas pelo jornalista: familiares e amigos das vítimas, policiais, sobreviventes, trabalhadores do IML, de hospitais e de órgãos da Justiça e até mesmo radialistas. Isto nos ensina a nunca descansar em procurar o maior número possível de versões do mesmo fato, ainda mais quando se está falando de casos de violência e morte.
A respeito do levantamento de dados, percebe-se que um bom jornalista nunca deve “dormir em serviço”, nunca deve desanimar-se ou mesmo intimidar-se diante das dificuldades. Para isto é necessário até mesmo o auxílio de pessoas amigas. Para levantar desde o perfil das vítimas da Polícia, passando pela lista dos maiores matadores e chegando aos nomes dos juízes que inocentavam policiais, Caco teve que se muito esforçado e organizado.
Com toda a certeza, Rota 66 é uma verdadeira aula de jornalismo, possuindo todas as características que fazem dele uma obra de referência para a área.
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