Depois de um tempo, volto para continuar a saga #2012facts. Não reclame. Você ainda terá até dezembro do ano que vem para ler os meus textos (espero que eles estejam atuais até lá). Sem mais delongas e utilizando da demagogia e da passagem de bloco do telejornalismo: não perca os parágrafos a seguir!
Desde que o mundo é mundo, as pessoas mentem. Isso é inerente ao ser humano. O problema, porém, reside no momento em que fatos de interesse público são obscurecidos através de falsos discursos, textos obscuros e propostas ao melhor estilo ninja: silencioso e mortal.
Depois de um período de censura “na cara”, vivemos uma época que considero pior que a anterior: o era da autocensura. Não temos mais censores nos jornais, nem receitas de bolo ocupando o espaço de escândalos de corrupção. Mas temos o medo de criticar o que acreditamos estar errado, temos medo de enfrentar nossos “superiores”. Temos medo até mesmo de levantar uma discussão sobre os fatos que nos cercam. Temos medo de paredes que escutam, de câmeras e microfones escondidos e de delatores (premiados ou não).
O medo não nos deixa ver o que ocorre na nossa frente: projetos de lei que cerceiam o jornalismo e a publicidade, protestos pacíficos abafados por porretes e omissões da imprensa, questionadores sendo julgados por crimes que não cometeram, argumentos contra o homem e não contra as ideias e por aí vai.
Numa época onde um grupo de colaboradores se une para levantar a cortina dos fatos diplomático-históricos sob a máscara de um site de plataforma wiki, utilizando sistemas criptografados e tudo o mais, só me vem uma pergunta à cabeça: é proibido perguntar? A pergunta, a dúvida e o levantamento da verdade se tornaram drogas ilícitas, de uso condenado por muitas pessoas (manipuladores e manipulados). Temos que nos esconder para poder aparecer. É o medo.
Detesto o cheiro da clandestinidade romântica. Minha formação é digital, onde as pessoas trocam informações para aumentarem seus conhecimentos. Fico pensando em quando a Polícia Federal vai bater em casa argumentando que sou pedófilo e isso e aquilo só porque fiz perguntas questionadoras à “gente do lado negro”.
Pensem, profissionais de comunicação: antes o barulho absurdo da corrente de informações do que o falso silêncio de versões fajutas.
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