O futuro da comunicação e da vida na Terra (nossa!) passa pela internet. É aqui que tudo acontece, é aqui onde tudo acontecerá. Todos os estudos sobre comunicação no século XXI levam em conta o uso da internet. Pois bem, para aproveitar toda essa gama de novos recursos, os malditos da indústria criaram um aparelho específico (ou não) para quem deseja apenas acessar a internet: o netbook. Só que alguns (alguns?) problemas vem fazendo a minha pressão intracraniana se elevar.
Netbooks foram criados para acessar a internet. Só. Apesar de suas capacidades de memória e de seu disco rígido terem aumentado consideravelmente, experimente usar o Photoshop e o InDesign ao mesmo tempo em que se acessa a internet e se ouve música. Se o seu netbook conseguir, daqui a pouco ele vai pedir arrego. Não tente instalar milhões de programas. Não instale nem o Office ou o BrOffice. Utilize a computação em nuvem. Google Docs e Dropbox estão aí para isso.
Outra coisa que me atrapalha muito é a tela. Como os sistemas operacionais são pensados para desktops, notebooks e netbooks, a qualidade da "mexeção" cai neste último. Letras pequenas, ícones pequenos (e, muitas vezes, embaçados) e dificuldade de visão após muito tempo de uso. E a reprodução de conteúdo? Som de baixa qualidade, tela pequena mais uma vez e a ausência de drives de CD/DVD/Blu-ray para produtos convencionais atrapalham a vida. Se você quer reproduzir conteúdo, prefira um tablet. Lembre-se que o preço do IPad 1 caiu.
E como se não bastasse o modo de indignação, um recado para quem tem dedos e mãos grossos. Um recado do fundo do coração. Não tentem usar o pad e o teclado durante muito tempo. O pad é muito sensível e fraco, clicando em objetos indesejados e o teclado praticamente não possui espaço entre uma tecla e outra, complicando a digitação dos mais apressados. E a falta de apoio para os braços nas laterais? Ah, chega! Poderia ficar horas (ou linhas, neste caso) falando mal de netbooks, mas vou resumir ainda neste parágrafo: não comprem.
Leandro Freire está cansado da vida, da humanidade e de conexões 2G.