Mostrando postagens com marcador tecnologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tecnologia. Mostrar todas as postagens

29 de abr. de 2011

Sobre a Playstation NOTwork

Véspera de feriado prolongado. Você se preparou por dias para confrontos no novo Mortal Kombat. Convidou seus amigos, marcou horários, treinou com seus personagens preferidos. Eis que surge a mensagem na tela da sua TV: "A Playstation Network está em manutenção". Mas o parecia ser apenas uma simples tornou-se um caos. Mas o que realmente aconteceu? O que vai acontecer? No que vai dar essa história?

Na quarta-feira, dia 20, a Sony simplesmente fechou o acesso à rede online PSN após detectar que houve um acesso externo à ela (diga-se, ataque de hackers). Com isso, foram fechados os serviços da Playstion Network, que permite a jogatina online aos donos de PS3, e do serviço de músicas Qriocity. Além disso, os acessos à Netflix e à MLB.TV no PS3 também foram suspensos.

Na verdade, o problema não está apenas nos jogadores, que estão incapacitados de jogar online, fazer compras, baixar demos, etc. De acordo com o blog oficial do Playstation, entre os dias 17 e 19 de abril, dados de contas de usuários das redes Playstion Network e Qriocity "foram expostos". Vazaram-se nomes, endereços, e-mails, datas de nascimento, IDs da PSN e, a Sony não descarta, números de cartões de crédito, senhas de acesso e históricos de compras.

A única medida tomada pela Sony em respeito ao consumidor foi a de alertá-lo quanto a possíveis contatos maliciosos através de e-mail, telefone e até mesmo correio. Se você usa a senha da PSN em outros lugares, já deveria ter trocado a senha.

Muitos acreditam que o culpado pela queda da PSN seja o grupo Anonymous, que no início deste mês atacou o site Playstation.com após a empresa processar George Hotz. Este hacker conseguiu desbloquear o PS3 e divulgou seu feito na web. No entanto, o grupo negou estar ligado à queda da PSN.

A Sony afirma que já está "reescrevendo a PSN" e que ela voltará ao ar na semana que vem. Como o estrago foi muito grande, o trabalho deve ser gigantesco. Será que a empresa japonesa conseguirá reconfigurar uma rede para 77 milhões de usuários em poucos dias? Será que nessa pressa a Sony não deixará brechas para novos ataques?Este ataque criminoso (só consigo usar este adjetivo) tem que ser severamente punido. Mas quem serão os punidos?

Vendo por outro lado, sinto que a Sony, que nunca foi muito ligada aos interesses do consumidor, não está dando o suporte necessário aos usuários da PSN. Jogar na rede é gratuito, mas alguns serviços são pagos através da PSN Plus, que custa 50 dólares ao ano. Quanto mais tempo passa, pior fica a imagem da Sony. Ela já amargava ter perdido a liderança do mercado de videogames e agora acontecem estes ataques cada vez mais fortes. Muitos jogadores podem largar definitivamente o PS3, migrando principalmente para o Xbox 360. É uma pena, mas vejo o futuro da Sony muito comprometido. Sorry, Sony.

7 de abr. de 2011

IPad + Brasil = #maloqueragem

O multifunções João Dória Jr. (dispensa apresentações) escreveu em sua coluna no site da revista IstoÉ que a Apple montará uma fábrica no Estado de São Paulo. Só para produzir IPads. Seria a única fábrica da empresa de Steve Jobs em solo latino. As negociações estariam de tal forma avançadas que ainda neste mês o governador Geraldo Alckmin anunciaria o local exato do empreendimento e o valor do investimento.

Nada posso falar sobre possíveis isenções fiscais que o governo paulista estaria oferencendo à Apple para que esta deixasse a mão-de-obra ultrabarata chinesa para apostar nos pólos tecnológicos do nosso interior. Imagino que as vantagens para a Apple seriam gigantescas, sendo uma delas o acesso ao mercado emergente do Mercosul, por exemplo.

Mas, como analista, devo checar (ou, ao menos, supor) como ficaria eu e você, meros consumidores, nesta história toda. Primeiro, acredito que a fábrica não "produzirá" IPads, mas apenas "montará" o produto, semelhante ao que ocorre com as maquiladoras do norte do México. Seguindo o raciocínio, não entendi o porquê da fábrica ser levada para o interior de São Paulo e não para a Zona Franca de Manaus. Para quê eles precisariam de gente qualificada? Para apertar parafusos?

E será que o IPad 3 ou 4 ficará mais barato em 2013 e 2014? Será que a fábrica só trará benefícios para a Apple, com isenções de impostos e outras coisas? Sendo bem realista (ou pessimista), acredito na diminuição do frete. Ninguém vende IPads baratos nesta terra.

4 de abr. de 2011

Indignation mode on: netbooks

O futuro da comunicação e da vida na Terra (nossa!) passa pela internet. É aqui que tudo acontece, é aqui onde tudo acontecerá. Todos os estudos sobre comunicação no século XXI levam em conta o uso da internet. Pois bem, para aproveitar toda essa gama de novos recursos, os malditos da indústria criaram um aparelho específico (ou não) para quem deseja apenas acessar a internet: o netbook. Só que alguns (alguns?) problemas vem fazendo a minha pressão intracraniana se elevar.

Netbooks foram criados para acessar a internet. Só. Apesar de suas capacidades de memória e de seu disco rígido terem aumentado consideravelmente, experimente usar o Photoshop e o InDesign ao mesmo tempo em que se acessa a internet e se ouve música. Se o seu netbook conseguir, daqui a pouco ele vai pedir arrego. Não tente instalar milhões de programas. Não instale nem o Office ou o BrOffice. Utilize a computação em nuvem. Google Docs e Dropbox estão aí para isso.

Outra coisa que me atrapalha muito é a tela. Como os sistemas operacionais são pensados para desktops, notebooks e netbooks, a qualidade da "mexeção" cai neste último. Letras pequenas, ícones pequenos (e, muitas vezes, embaçados) e dificuldade de visão após muito tempo de uso. E a reprodução de conteúdo? Som de baixa qualidade, tela pequena mais uma vez e a ausência de drives de CD/DVD/Blu-ray para produtos convencionais atrapalham a vida. Se você quer reproduzir conteúdo, prefira um tablet. Lembre-se que o preço do IPad 1 caiu.

E como se não bastasse o modo de indignação, um recado para quem tem dedos e mãos grossos. Um recado do fundo do coração. Não tentem usar o pad e o teclado durante muito tempo. O pad é muito sensível e fraco, clicando em objetos indesejados e o teclado praticamente não possui espaço entre uma tecla e outra, complicando a digitação dos mais apressados. E a falta de apoio para os braços nas laterais? Ah, chega! Poderia ficar horas (ou linhas, neste caso) falando mal de netbooks, mas vou resumir ainda neste parágrafo: não comprem.

Leandro Freire está cansado da vida, da humanidade e de conexões 2G.

22 de mar. de 2011

Uma loja online com cara de convencional

Não, não estou falando de lojas de conveniência em postos, nem de mais uma loja de livros e CDs e muito menos de lojas que vendem o produto mais convencional da humanidade. Estou falando da Microsoft Store, a loja online de produtos da Microsoft, totalmente voltada para os brasileiros, sendo a primeira do tipo na América Latina.

Falando sério agora, a loja não oferece nada que não já vimos em outras App Stores da vida. No caso, versões do Windows, do Office e do Expression. Só isso, nada de contas da Xbox Live e muito menos de caixas com os produtos. Tudo bem que é melhor e mais fácil baixar os programas, mas outras opções nunca são demais.

Além disso, outra característica negativa da loja são os preços. Eles são os mesmos aplicados em lojas de varejo comum. Não há nenhuma novidade. No máximo há a possibilidade de parcelar suas compras em 10x sem juros nas compras acima de R$150. Senti falta da agressividade da Microsoft presente nos lançamentos no Brasil de seus produtos.

Pagar 399 dinheiros na versão Home Premium do Windows 7 é uma tremenda falta de sacanagem, num país onde se encontra a mesma versão quase de graça. Depois reclamam de pirataria, custo Brasil, impostos...

15 de mar. de 2011

#2012facts

Se um vampiro não sofre mais com cruzes e água benta ninguém reclama. Se ele brilha a luz do sol, menos ainda. Se a combinação pseudo-banda-de-rock + fãs se torna a tão sagrada e falida instituição sociológica família, poucos criticam e, aqueles que o fazem, levantam apenas argumentos musicais e não culturais. Se bateristas tem braço fino ninguém arremessa pedras. Se canções exaltadas em momentos de folia possuem apenas uma dúzia não completa de porcas e insignificantes palavras, não há um puto que diz “isso é uma merda!”
Essa é a maldição do mundo após os ataques de 11 de setembro. Parece que as pessoas se esqueceram das velhas fórmulas que davam certo até os anos 90 e simplesmente passaram a consumir o lixo que cai no esgoto das indústrias fonográficas e cinematográficas. Poucos são os que restam. Ainda bem que Mano Brown nos avisou que até no lixão nasce flor. Ainda bem.
Grandes aterros sanitários são criados quando a nossa cultura pop une coisas que são boas. Jason e Freddy Krueger, Alien e Predador, super-heróis do cinema e do videogame, vampiros e lobisomens, elfos e orcs e anões e druidas e humanos e zumbis e seres fantásticos e demônios e anjos e mais uma caralhada de outras coisas. Esse é o mal. Para um produto ser bom, ele tem que trazer tudo que já foi lançado até aquele momento, todos os personagens, cenários, situações, diálogos e, inevitavelmente, clichês. É um verdadeiro arco-íris. É um Restart após o outro. Faltam as benditas inovações e criações. Faltam propósitos, causas, filosofias. Isso! Está faltando filosofia! Encontros todos os sábados na minha casa, somente para os interessados.
O grande pênis que está situado na prostituta chamada cultura pop, e que ninguém vê na escuridão do beco é a ausência do pensamento. Devido ao apelo da velocidade, da instantaneidade, do “vai, vai, ah, vai”, ninguém mais anda pelos campos, ruas ou mesmo senta-se à varanda (sim, isto ainda existe) para, veja só, pensar. A ação que fez o homem evoluir não é mais praticada. Tornou-se um vírus contagioso, maléfico aos neurônios. É o vírus contagioso da prostituta cultura pop.
Não é necessário largar a maravilhosa tecnologia que nos cerca. Ora, se ela foi uma evolução do pensamento, porque não usá-la? No entanto, procure recostar-se num cantinho legal, esticando as pernas, aproveitando a brisa (não precisa usar drogas), lendo um bom livro ou ouvindo uma banda que tenha conteúdo, que te faça tomar conhecimento de algo novo. Faça com que os fatos descritos no primeiro e terceiro parágrafos deste texto de indignação não sejam o prelúdio de dezembro de 2012. Faça valer sua capacidade de pensar e agir.

10 de mar. de 2011

Wii 2, rumores e loucuras tecnológicas

Boatos correram a respeito do sucessor do Wii, líder do mercado de videogames domésticos, o chamado Wii 2 (que, provavelmente não terá este nome). Várias especificações foram levantadas, apesar de o presidente Satoru Iwata confirmar que o console atual ter ainda, pelo menos, dois anos de vida.
Vou começar com minha quilométrica e, caso você esteja pouco se f******, inútil previsão. Sim, coloquei minha bola de cristal na tomada e abri meu baralho de Yu-gi-oh no PC. A sorte está lançada!
Começando com as especificações técnicas, temos o site Zeldainformer contando que o Wii 2 viria com discos Blu-ray, processador de quatro núcleos e projetor embutido. Em minha opinião, dificilmente o aparelho da Nintendo virá com a mídia Blu-ray. Pensando na futura convergência dos aparelhos (vide as estratégias da Sony e da Microsoft), acredito que a mídia do Wii 2 será a memória flash, semelhante ao usado no DS e no 3DS. Imagine uma ligação entre o 3DS e o Wii 2, como troca de Miis e outros “apetrechos digitais”?
A capacidade não chegará perto de um Blu-ray, mas chegará em 16GB, o suficiente, espero, para colocar jogos em HD e em 3D. Sim , o aparelho obrigatoriamente virá com 3D. Se o irmão menor tem, porque o maior não terá?
Fontes ligadas à Nintendo revelam que o aparelho terá chip SoC (System-on-Chip) Marvell Armada quad-core baseado na arquitetura ARM. Especificações técnics comuns, que se não empolgam, pelo menos não decepcionam.
E agora o projetor embutido. Esta nova especificação aliada à comandos de voz, câmeras e outras coisinhas mais poderá trazer a realidade aumentada para o quarto ou sala de sua casa. Sim, imagine agora não mais controlar o Mario, mas ajudá-lo em suas aventuras, fornecendo itens e pulando como um macaco? Seria o 4D, a evolução de qualquer coisa que você já viu em qualquer lugar.
Por fim, a Nintendo só lançará seu novo aparelho quando a capacidade de processamento do Wii estiver além do bagaço e a tecnologia do próximo console barateada. Eles ganharam vários novos consumidores quando o sensor de movimento ficou mais barato, permitindo o lançamento do Wii. E quando a tecnologia da touchscreen ficou barata? Veio o DS. É uma regra da empresa. Eles não lançarão um console custando 600, 500, 400 e nem 350 dólares. Sim, estou arriscando, mas arriscar não é o meu dever?

3 de mar. de 2011

Considerações sobre o IPad 2

Esperei dois dias, me controlei e escrevi devagar, procurando não me exceder. Mas foi difícil segurar a frustração após o anúncio de Steve Jobs sobre o iPad 2, na última quarta-feira. Lembre-se de que estou me segurando e “frustação” foi o melhor que encontrei.
Para começar, o “redesign” prometido foi ridículo. Uma coisinha aqui e outra ali. O vice-presidente de marketing do IPad (sim, isso existe), Michael Tchao, contou que o novo aparelho está 15% mais leve (ou menos pesado, como queiram) e 1/3 mais fino (ou menos grosso). Apesar das mudanças, o desempenho gráfico está nove vezes superior ao do primeiro IPad graças ao processador A5 Dual Core.
Faltou a revolução que houve na mudança, por exemplo, do Iphone 3GS para o Iphone 4. Ou do Nintendo DS para o 3DS. E por falar em videogame portátil, o assunto do meu último post ainda está em voga. Criaram mais uma plataforma para concorrer com Nintendo e Sony... O próprio iPad 2! Sim, com os mesmos problemas que já disse: sem botões, etc e tal. Seu único diferencial é a bateria que dura 10 horas.
A característica que mais atrai a atenção são as duas câmeras, sendo a traseira filma em HD (720p) e possui zoom dugital de 5x (o que não é grande coisa). Com a da frente será possível realizar videoconferências. Onde será que já vimos isso? Ah, sim, em vários smartphones!Por fim, a coisas idiotas (ou não): o IPad 2 vem com uma tampa. Agora você pode por suas meias de volta nos pés e não no aparelho. E olha que esse anúncio foi destacado pelo marketing da empresa, a única área da empresa que trabalha muito (ou não).
Bom, é isso, o iPad 2 chega aos EUA em 11 de março e na Europa e outros “mercados importantes” (será que chega nesta data ao Brasil?) em 25 de março. Peraí... Chegar na 25 de março em 25 de março? Putz, mais uma idiotice!

22 de fev. de 2011

Tablet brasileiro = “cultura” brasileira

A desconhecida MXT Industrial lançou durante a última CES (Consumer Eletronics Show), em Las Vegas, o i-MXT (puxa, de onde será que eles tiraram isso?). Voltado para o segmento automotivo, o sistema roda o Android 2.2, tem tela sensível ao toque de 7 polegadas e possui certos elementos que devem atrair o brasileiro (ou não).

Foto: Divulgação
Como foi dito, o produto foi criado originalmente para veículos, uma paixão nacional. Ele aguenta a vibrações e pode ser ligado ao GPS do carro. Em segundo lugar, há o quesito preço: de R$ 1,6 mil à R$ 2,5 mil. Em segundo lugar, preste atenção na elucubração: o tablet vem com 3G, EDGE e Wi-Fi e o modem GSM/EDGE não para de funcionar quando o aparelho é desligado. Dessa forma, o aparelho pode ser localizado em caso de roubo. Nada mais brasileiro.
Apesar de não possuir nenhum atrativo absurdo, o tablet parece que será dará bem, pois até a PM de São Paulo está comprando 11 mil aparelhos para colocarem em seus veículos e 12 países o querem em suas terras.

15 de fev. de 2011

Xperia Play, dinheiro no bolso... dinheiro no bolso?


Mais um motivo para seu bolso se esvaziar será lançado pela Sony Ericsson em março nos EUA e na Europa. O Playstation Phone, digo, Xperia Play, será mais uma bugiganga tecnológica que fará tudo o que você gosta (ou não). Mas, falando sério, o aparelho tem tudo para ser um sucesso.


O motivo? Além de possuir uma tela de 4 polegadas, processador de 1GHz, câmera de 5MP e sistema Android 2.3 Gingerbread, o aparelho terá uma plataforma de jogos dos Playstation 1 e 2 através do PlaystationSuite, loja virtual que contará com títulos dos primeiros consoles da Sony. Imagina jogar uma partida de SOCOM com seus amigos via Wi-Fi e parar para atender a um telefonema? Tá bom, essa ideia não é muito boa, mas bastante interessante (pelo menos para mim).
E por falar em Wi-Fi, o Xperia Play estará sempre conectado, isso porque ele tem também Bluetooth, 3G, USB, aGPS e DLNA.
De acordo com a empresa, a tela possui a incrível resolução de 854x480 pixels e rodará em 60 frames por segundo (será?). E já que o propósito do Xperia Play são os jogos, lá vão alguns disponíveis: Crash Bandicoot, The Sims 3, Asphalt Adrenaline, Need for Speed, Fifa 10 e o recentemente cancelado para novas versões Guitar Hero.
No entanto, o que será do Xperia Play com a chegada do NGP da própria Sony e do Nintendo DS? E com a mania de jogos para IPhone? E, o mais importante, quanto custará essa bagaça? Vai faltar dinheiro esse ano...

31 de jan. de 2011

Mais uma bocada na maçã

Sim, pode ser precipitado comentar isso, mas o domínio da Apple no mercado de sistemas operacionais móveis e, por conseguinte, no de tablets, está por acabar. Segundo dados da StrategyAnalytics, a participação da empresa do cansado mago Steve Jobs perdeu 20% do mercado de tablets somente no terceiro trimestre do ano passado, mesmo com a alta de 120% do mercado.

A mudança de paradigma ocorreu após a chegada do Samsung Galaxy Tab, o mais novo player dessa disputa que, somente no último trimestre de 2010, vendeu 2 milhões de unidades. A plaqueta digital da empresa sul-coreana, além de ser sensivelmente mais barata, tem como principal atrativo o sistema operacional mais cool do momento, o Android, do Google. E olha que o Xoom, da Motorola nem foi lançado ainda...

O Android, além dos estrondosos números acima, já se tornou líder do rentável mercado de smartphones, batendo seu concorrente Symbian, da Nokia: 32,9 milhões de unidades vendidas contra 31 milhões no último trimestre, de acordo com a empresa de pesquisa Canalys.
Para completar a trinca de notícias a respeito do Android, dia 2 de fevereiro a empresa de Mountain View lançará a versão 3.0 de seu produto, chamada de Honeycomb, demonstrando a inovação em um tablet. Para você que não foi convidado, um bom programa é assistir à demonstração ao vivo no Youtube, a partir das 16h.
Com uma plataforma mais acessível a desenvolvedores independentes, melhores preços e apoio dos maiores fabricantes de smartphones (e, quem sabe, de tablets), o Google tem tudo para deixar a Apple comendo poeira até o fim do ano, ainda mais com Steve Jobs e seu poder de convencimento em recesso.

Mais uma bocada na maçã

Sim, pode ser precipitado comentar isso, mas o domínio da Apple no mercado de sistemas operacionais móveis e, por conseguinte, no de tablets, está por acabar. Segundo dados da StrategyAnalytics, a participação da empresa do cansado mago Steve Jobs perdeu 20% do mercado de tablets somente no terceiro trimestre do ano passado, mesmo com a alta de 120% do mercado.

A mudança de paradigma ocorreu após a chegada do Samsung Galaxy Tab, o mais novo player dessa disputa que, somente no último trimestre de 2010, vendeu 2 milhões de unidades. A plaqueta digital da empresa sul-coreana, além de ser sensivelmente mais barata, tem como principal atrativo o sistema operacional mais cool do momento, o Android, do Google. E olha que o Xoom, da Motorola nem foi lançado ainda...

O Android, além dos estrondosos números acima, já se tornou líder do rentável mercado de smartphones, batendo seu concorrente Symbian, da Nokia: 32,9 milhões de unidades vendidas contra 31 milhões no último trimestre, de acordo com a empresa de pesquisa Canalys.
Para completar a trinca de notícias a respeito do Android, dia 2 de fevereiro a empresa de Mountain View lançará a versão 3.0 de seu produto, chamada de Honeycomb, demonstrando a inovação em um tablet. Para você que não foi convidado, um bom programa é assistir à demonstração ao vivo no Youtube, a partir das 16h.
Com uma plataforma mais acessível a desenvolvedores independentes, melhores preços e apoio dos maiores fabricantes de smartphones (e, quem sabe, de tablets), o Google tem tudo para deixar a Apple comendo poeira até o fim do ano, ainda mais com Steve Jobs e seu poder de convencimento em recesso.

28 de jan. de 2011

Você ainda usa papel?


Mesmo com as tecnologias da informática popularizadas a partir da década de 90, a utilização do papel aumentou nos últimos 20 anos. O papel continua a ser extremamente importante hoje em dia, mas, se você quiser, existem pequenas medidas que você pode tomar para poupar a natureza.
Com a ascensão dos formatos digitais de leitura, não se faz mais necessária a utilização do livro de papel. Você pode comprar no formato digital e lê-lo em seu e-book, tablet, notebook ou até mesmo no celular. Melhor ainda, não a compra é mais necessária: baixe livros ilegalmente e seja um politicamente incorreto.
Depois das câmeras digitais, quem mais revela suas fotografias? Poxa, o exemplo deste ramo serve para toda a indústria. Guarde tudo digitalmente e tenha a consciência limpa.
E a maldita burocracia? Ela faz com que todos os documentos importantes estejam naqueles armários de metal sujeitos a ataques físicos que vão de traças a incêndios. Isso sem falar nas inúmeras possibilidades de roubo.
Bom, agora que as aulas estão voltando, ofereço a todos algumas dicas de como poupar árvores: não aceite panfletos de festas (você pode se informar no panfleto que seu amigo pegou); tenha um bloco somente para a criação de RAF’s (dica para os publicitários de plantão) e economize espaços nele; diminua sua letra (isso incrivelmente faz diferença) e, de preferência, não escreva: guarde tudo na sua cabeça (é brincadeira, não faça isso!).
Leandro Freire é nerd e sempre levanta a questão: “Tem a versão em PDF disso?”

14 de jan. de 2011

O (provável) gadget do ano


Duas telas. Uma delas sensível ao toque. A outra capaz de gerar gráficos com efeito visual em 3D (sem a necessidade de óculos). Câmeras que possibilitarão fotografias em 3D. Giroscópios. Uma seleção de jogos third-parties de causar inveja em qualquer console doméstico. Por fim, a possibilidade de compartilhar experiências em Wi-Fi. O geek que ainda não surtou com tanta tecnologia em um videogame portátil ainda surtará. Estou falando do Nintendo 3DS, o portátil que promete abalar a indústria no início do segundo trimestre deste ano.

As especificações citadas no começo do parágrafo anterior fazem parte do plano megalomaníaco da Nintendo de oferecer a melhor experiência de jogo possível no ano de 2011 (a menos que o Kinect, da Microsoft, traga uma boa leva de jogos). A geração do efeito visual 3D é um “tapa na cara” de empresas como Sony (fabricante do concorrente PSP e de televisores espalhadas pelo mundo), Toshiba e Philips - as maiores fabricantes de televisores do mundo. Como essas empresas, com um apelo em cima das qualidades técnicas e gráficas de seus produtos, não lançaram ou menos anunciaram produtos que permitam a visualização do efeito 3D sem a incômoda necessidade de óculos?

No entanto, apesar do bom histórico da Nintendo em relação à hardwares, o 3DS pode ter alguns problemas: o 3D pode cansar a visão dos gamers que varam a madrugada jogando. Outras vertentes do problema estão no preço do aparelho, considerado caro até no hemisfério norte (melhor não imaginar o preço no Brasil), e seus jogos, considerados hardcore, que podem afastar o público “casual” do portátil.

Por falar em jogos, o 3DS possui uma lista matadora: de clássicos do Nintendo 64 (Kid Icarus, Pilot Wings e o aclamado The Legend of Zelda: Ocarina of Time) passando por sucessos recentes (Metal Gear Solid 3, do PS2, é o melhor exemplo) e chegando aos sempre presentes títulos da Nintendo (Mario Kart e Paper Mario): todos em 3D! Com todo esse poder de fogo, é esperar o fim do ano para analisar.

6 de jan. de 2011

A largada da Consumer Eletronics Show


A Consumer Eletronics Show (CES) começou hoje no centro de convenções de Las Vegas e está fazendo todos observarem suas conferências, discursos, lançamentos e protótipos. O evento ocorre até domingo e aqui você fica por dentro de tudo o que é importante numa das maiores feiras de eletrônicos do mundo.

Para começar, a guerra de tablets foi anunciada. A partir de agora, todos querem derrubar o IPad. A organização da CES indica que por volta de 100 modelos de tablets serão apresentados, com destaque para o já conhecido Samsung Galaxy Tab e para os aparelhos da HP e da RIM, fabricante do BlackBerry. No entanto, há rumores de que a Apple, que não participa da feira, lance em breve uma nova versão do IPad: menor, com câmera e suporte ao 3G.

Outros lançamentos importantes dizem respeito à fusão entre computador e televisor. Pense: até hoje, a experiência mais próxima que temos é o Youtube e ele já está ficando “velho” para o padrão do avanço das tecnologias. É visando este aspecto que já foi lançado o Google TV, a Apple TV e, a com certeza já planejada “Windows TV”. Apesar de tudo, o tão esperado casamento entre duas tecnologias que se assemelham no mesmo nível que se diferem ainda não rolou.

Abrindo o leque (ou fechando, no caso), outros anúncios também chamaram a atenção: o leitor de blu-ray portátil da Sony; os eletrodomésticos “inteligentes” que nunca chegarão às nossas casas e o SoC (System on a Chip) da Microsoft que permitirá a compactação do Windows em microchips e, por conseguinte, sua presença em diversos aparelhos.

Leandro Freire é nerd e daria qualquer coisa para estar na CES. Peraí, qualquer coisa não...

2 de jan. de 2011

Bola de cristal para 2011


Olá, noobies! E aí, como passaram as festas de fim de ano? Encheram o rabo de peru? Estou aqui para fazer algumas previsões para o ano de 2011 como se fosse um Nostradamus digital. Não esperem que eu acerte, pois estou escrevendo este texto enquanto como uma pizza fria às 8h da manhã de um domingo onde todos os que estão em casa estão em ronco, digo, sono profundo.

No ramo da dominação mundial, 2011 deve apresentar a briga entre Facebook e Google. As duas empresas vem se batendo há tempos e o site do homem do ano Zuckerberg está com uma proposta de unificação de instant messages, e-mails, SMSs e, quem sabe, tuítes (essa forma aportuguesada é uma m****). Não acredito que isso funcione por muito tempo. A maioria das pessoas não gosta de misturar seus contatos e formas de comunicação porquê, afinal de contas, cada uma delas tem uma finalidade. Já o Google provavelmente continuará aplicando “golpes baixos” na venda de seus produtos em meios off-line (como no intervalo da novela das 9). Lembre-se que este começo de ano já terá o Chrome OS por aí, bem como melhoramentos no Android.
Falando agora do maravilhoso mundo dos games, em 2011 prevejo um grande ano para o PS3. Sabe o por quê? Acompanhe comigo: os videogames portáteis serão renovados com o Nintendo 3DS e o PSP 2, encarecendo o mercado com produtos 3D e cheios de parafernálias como giroscópios e blá, blá, blá... O console doméstico que está em 1° lugar, o Wii, vem perdendo força de uma forma assustadora e, digo mais, preocupante... Os gráficos dos games finalmente estão com cara de nova geração e não com cara de Playstation 2.5... Dessa forma, acredito num barateamento do produto no Brasil e no mundo, aumentando as vendas. O único problema da máquina da Sony é o lançamento do Kinect. Mas, como sempre, é preciso esperar os lançamentos dos jogos para comprovar tudo isso. Por falar em jogos, apesar da Sony e o PS3, eu só tenho uma coisa a dizer sobre 2011 e games: Gears of War 3. Fecha a conta e passa a régua!

Por fim, a respeito das tecnologias domésticas, convencionais e whatever temos, se os estromatólitos me ouvirem, mais produtos wireless, melhorias nas redes sem fio, mudanças nos preços de telefonia, TV e internet (prestem atenção nos parlamentares) além de uma coisa que peço desesperadamente: baterias que durem mais! Um abraço e um bom ano.

Leandro Freire é nerd e este post foi um desabafo.

16 de dez. de 2010

O céu limpo da computação em nuvem


Continuando a falar sobre a computação em nuvem, hoje comentarei sobre as vantagens desta nova tecnologia que está revolucionando o mundo (e qual não está?).
Com a cloud computing você pode esquecer a necessidade de carregar seu notebook, pen drive ou mesmo seu celular com o objetivo de levar seus documentos. Para trabalhar em qualquer lugar, basta um hardware conectado à web e você tem tudo à mão. Por ser uma tecnologia voltada para a facilidade, a computação em nuvem permite a colaboração de várias pessoas em projetos. Indivíduos se juntam para trabalhar em um mesmo arquivo, abandonando o envio de e-mail, mensagens, pedidos de checagem, etc. Essa era inclusive a premissa básica do Google Wave, um produto que infelizmente, ou não, não pegou. Apesar de tudo, o co-op working tem tudo para funcionar entre cientistas, por exemplo.
Outra vantagem da computação em nuvem é a presença de serviços gratuitos de alta qualidade, que substitui quase que perfeitamente os softwares pagos que vem naquelas caixas horríveis e que podem ser compradas nos hipermercados da vida.
Além disso, podemos destacar a não necessidade de utilização de computadores de alta potência (o que pode influenciar os menos abastados).Concluindo, acredito que a computação em nuvem é o futuro e que não será possível viver sem ela. No entanto, como tudo o que é novo, é mais do que recomendado cuidado na sua utilização.

15 de dez. de 2010

O céu nublado da computação em nuvem


Se você está lendo este post significa que possui, no mínimo, uma conta de e-mail. Pronto, você já está nas nuvens. Com toda a certeza você já ouviu ou viu o termo “computação em nuvem” (ou cloud computing para os chegados) em qualquer birosca da internet ou mesmo na TV. A computação em nuvem permite que seus dados estejam disponíveis a qualquer hora, em qualquer hardware, utilizando a internet (é claro). Hoje vou falar dos perigos da computação em nuvem e amanhã das vantagens da utilização da mesma.
Pense: se você não está usando seu computador para guardar seus arquivos, onde eles estão? Sim, em server farms gigantescas geladas e iluminadas 24h por dia com aquelas lâmpadas de LED. O problema da segurança talvez seja o maior em relação à computação em nuvem, uma vez que um único ataque de hacker pode gerar complicações para milhões de pessoas e empresas.
Falando em empresas, principalmente as de grande porte, uma vez que seus dados estão “disponíveis para qualquer um”, cria-se mais uma via para a espionagem industrial e para o furto de trabalhos experimentais.
No que diz respeito ao usuário comum, ele não poderia guardar aquelas quinhentas senhas de e-mail, banco e de um monte de lugares em um documento de texto. Ou mesmo salvar aquela pasta infinita de pornografia. A privacidade estaria em risco.
Um último ponto está na qualidade do acesso à internet. Para aproveitar tudo que a cloud computing oferece, é necessária uma conexão decente à internet. O que não ocorre em terras tupiniquins, digo, nas nuvens tupiniquins.

9 de dez. de 2010

Chrome Web Store


Sem fazer jabá, mas já fazendo, a Chrome Web Store é demais. Estou usando desde ontem a Sports Illustrated via Google Chrome e acompanhei a final da Sul-Americana para testar. Foi muito bom, com gráficos e textos fáceis de acompanhar e com a possibilidade de se ver o que se quer. Para quem é comunicador, ou aspirante a um, a utilização do New York Times também é muito fácil e útil. Fica a dica.


Falando agora menos bajulantemente do browser, percebi que a empresa não veio para uma corrida de cem metros. Compatível com o design do Google, a Chrome Web Store é baseada no uso do branco (muito branco) e do azul. Apesar disso, seus banners são agressivos, com claras cutucadas ao Office como “Chateado com o Power Point? Reinvente suas apresentações com o SlideRocket” e com o apoio de outras empresas como as já citadas Sports Illustrated, NYTimes e outras como EA Sports (da qual só vi um anúncio do novo game Tiger Woods), eBay e RuneScape (maior MMORPG do mundo, atrás de World of Warcraft, claro).
Uma parte interessante é a inferior, onde se localiza os “Top themes” e as possibilidades de downloads de temas para o Google Chrome. Interessante é pouco.
Com toda a certeza, a Chrome Web Store tem um grande futuro pela frente, principalmente se levarmos em conta a chegada do Chrome OS no ano que vem. Provavelmente teremos à venda netbooks com o novo sistema ou até mesmo celulares com o sistema Android. Isso se não criarem a “Android Web Store”. Talvez esta seja a última rodada do jogo entre os navegadores e sistemas operacionais baseados na Microsoft. Há de se esperar.

8 de dez. de 2010

As lojas de aplicativos


As lojas de aplicativos vem invadindo nossos browsers. Nesta “segunda década digital” que está saindo do forno no ano que vem, os users (cansei da palavra internauta, pois é muito longa e tosca) não mais procurarão softwares excêntricos em torrents ou sites de download nada confiáveis.
Empresas como Google, Apple e Microsoft, em busca da dominação de um mercado gigantesco, vem abrindo suas stores nas esquinas da internet como cogumelos que surgem após uma chuva de primavera. A Apple, mais experiente nessa área, permite que softwares sejam criados para suas plataformas móveis como IPod e IPad. O Google acaba de lançar a “Chrome Web Store”, voltada para o browser Google Chrome, o novo xodó da internet. Com toda certeza a loja estará bombando com novos aplicativos quando o Chrome OS chegar no ano que vem.



Abrindo o leque para os noobs, existem várias vantagens de se baixar aplicativos (gratuitos ou não) em uma App Store da vida. Primeiramente, temos a segurança de seu computador, no que diz respeito a vírus. Em segundo lugar temos o incentivo, pois muitos jovens em garagens passam a ter seu trabalho reconhecido. Por fim, temos a facilidade (mais ainda), afinal, encontrar tantos softwares bons e baratos em um só lugar é algo muito bom.
Amanhã comentarei sobre o início do Chrome Web Store e as perspectivas para o futuro da computação em nuvem baseada em sistemas operacionais Google. Um abraço virtual para você.
Leandro Freire é nerd e sonha em pedir um Royale with Cheese via Whatever App Store.

6 de dez. de 2010

Sobre China, Google e WikiLeaks


Há muito que governos, empresas, grupos paramilitares, agentes Black Ops e meros idiotas como eu e você sabem que a informação é base de qualquer ataque moral ou físico. E sites como o WikiLeaks, claramente contra o “sistema”, resolveram jogar a merda no ventilador e revelar documentos que exibem o que acontece nos bastidores da política externa mundial.

Esqueça as reuniões do G-20, da OTAN ou da Unasul: o bicho pega na frente de computadores de última geração, situados em locais escuros (ou não) e restritos. De acordo com a montanha de documentos que podem ser acessados pelo WikiLeaks, existe uma verdadeira guerra entre a China e o Google. A empresa, que chegou a fechar seu serviço em março, vem sofrendo ataques de hackers chineses, pagos pelo governo chinês, que querem, obviamente, quebrar a empresa colorida de Mountain View. Não só na China. Uma das causas da saída do Google é que eles não queriam se autocensurar para continuarem na China. Já a China acusa o Google de “profanar” a liberdade em território chinês. (Será que conseguirei usar a palavra China ou qualquer outra relacionada a ela em todas as frases? Sim, chinês!)

No entanto, sabe-se que o Google, o nosso Big Brother da vida real, não tem envergadura moral para defender a liberdade, já que é alvo constante de processos a respeito de invasão de privacidade. A China, por sua vez, mantém seu “protecionismo digital” sem atrapalhar ninguém, pois parece que o povo está feliz com isso (WAT?!). Quanto ao WikiLeaks, esse sim tem meu apoio para continuar a divulgação de documentos secretos espalhados pelo mundo.

Só para terminar, pensem se o WikiLeaks existisse na época da Segunda Guerra Mundial ou da Guerra Fria. Com certeza a história teria que ser reformulada a cada vírgula, ou, no caso, a cada byte. Nihao!

Leandro Freire é nerd, conspirólogo e não é chinês.