6 de dez. de 2010

Sobre China, Google e WikiLeaks


Há muito que governos, empresas, grupos paramilitares, agentes Black Ops e meros idiotas como eu e você sabem que a informação é base de qualquer ataque moral ou físico. E sites como o WikiLeaks, claramente contra o “sistema”, resolveram jogar a merda no ventilador e revelar documentos que exibem o que acontece nos bastidores da política externa mundial.

Esqueça as reuniões do G-20, da OTAN ou da Unasul: o bicho pega na frente de computadores de última geração, situados em locais escuros (ou não) e restritos. De acordo com a montanha de documentos que podem ser acessados pelo WikiLeaks, existe uma verdadeira guerra entre a China e o Google. A empresa, que chegou a fechar seu serviço em março, vem sofrendo ataques de hackers chineses, pagos pelo governo chinês, que querem, obviamente, quebrar a empresa colorida de Mountain View. Não só na China. Uma das causas da saída do Google é que eles não queriam se autocensurar para continuarem na China. Já a China acusa o Google de “profanar” a liberdade em território chinês. (Será que conseguirei usar a palavra China ou qualquer outra relacionada a ela em todas as frases? Sim, chinês!)

No entanto, sabe-se que o Google, o nosso Big Brother da vida real, não tem envergadura moral para defender a liberdade, já que é alvo constante de processos a respeito de invasão de privacidade. A China, por sua vez, mantém seu “protecionismo digital” sem atrapalhar ninguém, pois parece que o povo está feliz com isso (WAT?!). Quanto ao WikiLeaks, esse sim tem meu apoio para continuar a divulgação de documentos secretos espalhados pelo mundo.

Só para terminar, pensem se o WikiLeaks existisse na época da Segunda Guerra Mundial ou da Guerra Fria. Com certeza a história teria que ser reformulada a cada vírgula, ou, no caso, a cada byte. Nihao!

Leandro Freire é nerd, conspirólogo e não é chinês.

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