Duas telas. Uma delas sensível ao toque. A outra capaz de gerar gráficos com efeito visual em 3D (sem a necessidade de óculos). Câmeras que possibilitarão fotografias em 3D. Giroscópios. Uma seleção de jogos third-parties de causar inveja em qualquer console doméstico. Por fim, a possibilidade de compartilhar experiências em Wi-Fi. O geek que ainda não surtou com tanta tecnologia em um videogame portátil ainda surtará. Estou falando do Nintendo 3DS, o portátil que promete abalar a indústria no início do segundo trimestre deste ano.

As especificações citadas no começo do parágrafo anterior fazem parte do plano megalomaníaco da Nintendo de oferecer a melhor experiência de jogo possível no ano de 2011 (a menos que o Kinect, da Microsoft, traga uma boa leva de jogos). A geração do efeito visual 3D é um “tapa na cara” de empresas como Sony (fabricante do concorrente PSP e de televisores espalhadas pelo mundo), Toshiba e Philips - as maiores fabricantes de televisores do mundo. Como essas empresas, com um apelo em cima das qualidades técnicas e gráficas de seus produtos, não lançaram ou menos anunciaram produtos que permitam a visualização do efeito 3D sem a incômoda necessidade de óculos?
No entanto, apesar do bom histórico da Nintendo em relação à hardwares, o 3DS pode ter alguns problemas: o 3D pode cansar a visão dos gamers que varam a madrugada jogando. Outras vertentes do problema estão no preço do aparelho, considerado caro até no hemisfério norte (melhor não imaginar o preço no Brasil), e seus jogos, considerados hardcore, que podem afastar o público “casual” do portátil.
Por falar em jogos, o 3DS possui uma lista matadora: de clássicos do Nintendo 64 (Kid Icarus, Pilot Wings e o aclamado The Legend of Zelda: Ocarina of Time) passando por sucessos recentes (Metal Gear Solid 3, do PS2, é o melhor exemplo) e chegando aos sempre presentes títulos da Nintendo (Mario Kart e Paper Mario): todos em 3D! Com todo esse poder de fogo, é esperar o fim do ano para analisar.
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