Mostrando postagens com marcador pais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pais. Mostrar todas as postagens

11 de fev. de 2011

Pé na porta, tiro na cara e... processo no lombo!


Os gamers mais fanáticos podem falar mal à vontade, mas um dos meus jogos favoritos é GTA: San Andreas. O mundo aberto, as armas, a história de malocagem, drogas e contravenção e a possibilidade de modificar o personagem durante o jogo. Sim, eu “plantava” bombas em inocentes pedestres para vê-los explodir dali a poucos segundos. Mesmo assim, não me tornei um sociopata, um assassino ou um maluco desvairado. Não tornei um Unabomber.
O que vejo, porém, é a culpa que é a jogada nos games quando a fumaça bate no ventilador das relações sociais. Russos são mortos num aeroporto por causa de Call of Duty, jovens americanos entram numa escola e atiram em colegas de classe e em professores, outros fumam drogas por que viram seu avatar fazer isso e um qualquer corta os pulsos por ter perdido tudo em um game casual no Facebook. Peraí, cortar os pulsos por causa de um game casual? Pfff...
Ninguém culpa o péssimo sistema educacional, a quebra da instituição família, a ausência de conversas entre pais e filhos. Não estaria na hora dos pais pararem de deixar a cargo da internet e dos jogos a educação de seus filhos? (Quem vê pensa que sou pai!)
O legal de tudo é que ninguém culpa filmes como Tropa de Elite pelas cenas de tortura, o Stallone e o Bruce Willis por explodirem uma cidade inteira, ou o Exterminador por este voltar no tempo para matar. É preciso parar com hipocrisia e com a velha mania de culpar os games pelas mazelas da sociedade pós-moderna.
Leandro Freire é ner...bang! Headshot!