Os gamers mais fanáticos podem falar mal à vontade, mas um dos meus jogos favoritos é GTA: San Andreas. O mundo aberto, as armas, a história de malocagem, drogas e contravenção e a possibilidade de modificar o personagem durante o jogo. Sim, eu “plantava” bombas em inocentes pedestres para vê-los explodir dali a poucos segundos. Mesmo assim, não me tornei um sociopata, um assassino ou um maluco desvairado. Não tornei um Unabomber.
O que vejo, porém, é a culpa que é a jogada nos games quando a fumaça bate no ventilador das relações sociais. Russos são mortos num aeroporto por causa de Call of Duty, jovens americanos entram numa escola e atiram em colegas de classe e em professores, outros fumam drogas por que viram seu avatar fazer isso e um qualquer corta os pulsos por ter perdido tudo em um game casual no Facebook. Peraí, cortar os pulsos por causa de um game casual? Pfff...
Ninguém culpa o péssimo sistema educacional, a quebra da instituição família, a ausência de conversas entre pais e filhos. Não estaria na hora dos pais pararem de deixar a cargo da internet e dos jogos a educação de seus filhos? (Quem vê pensa que sou pai!)
O legal de tudo é que ninguém culpa filmes como Tropa de Elite pelas cenas de tortura, o Stallone e o Bruce Willis por explodirem uma cidade inteira, ou o Exterminador por este voltar no tempo para matar. É preciso parar com hipocrisia e com a velha mania de culpar os games pelas mazelas da sociedade pós-moderna.
Leandro Freire é ner...bang! Headshot!
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