8 de fev. de 2011

Revoluções por bit


Cada vez mais pessoas utilizam as redes sociais para se organizarem contra a opressão. Foi assim no ano passado, com o WikiLeaks e o grupo Anonymous (que chegaram a ter suas contas de Twitter bloqueadas) e está sendo assim no mundo árabe, em especial no Egito, onde a primeira manifestação no anti-Mubarak, no dia 25 de janeiro, foi orquestrada no Facebook. Por incrível que pareça, as conexões digitais do Egito com o mundo sofrem com problemas graves.
Os poderosos precisam entender que a internet, um meio muitos-muitos, não pode ser silenciada ou censurada, seja na Suécia, no Egito ou em Presidente Prudente. No máximo pode ser vigiada mas, mesmo neste caso, a vigília precisa ser numerosa e intensa. Ainda assim, mesmo noobies podem encontrar saídas como contas de e-mail hospedadas em países ou as DM’s no Twitter.
Qualquer manifestação comandada pela internet possui a capacidade de chamar a atenção de instituições, órgãos de imprensa e meros revoltados (como eu) pelo mundo todo. A internet possui uma veia colaborativa difícil de ser fechada pelo colesterol da censura.
Ativistas digitais só não podem cair no erro de que tudo pode ser resolvido à base de twittes, SMS’s e mensagens. Nem políticos desempregados devem viver à base de Twitter. Pressões, negociações e, se necessário, pedras, ainda são de extrema importância para que uma ideia revolucionária tome corpo. Fica a dica!
Leandro Freire é nerd e sua revolta não acaba quando a internet cai.

Um comentário:

  1. Tenho q reconsiderar, não são apenas os últimos dois post's e sim os três últimos.

    Giovana Cabral é repórter e já foi censurada na vida!

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