26 de nov. de 2012

De gosto um tanto quanto duvidoso

Disso todo mundo sabe. Não é preciso ir muito longe nem conhecer o admirável colunista aqui há muito tempo. Duvidam do meu gosto por cinema, por livros, textos e algumas outras coisas... Entre elas, a música. E é disso que eu vou falar um pouquinho neste post, dos grandes lançamentos deste mês no mundo sonoro: de Lana Linda Del Rey, passando por Rihanna e Xtina até chegar aos boys do One Direction.

Para os fãs as ultimas semanas tem sido de grande alvoroço musical. Os 4 albuns lançados podem não ter muito em comum, mas são todos de uma grande genialidade de composição.




Lana Del Rey resolveu, só Deus sabe o porquê, relançar seu primeiro álbum, o Born To Die em edição especial com CD duplo, chamada Born To Die Paradise Edition. O CD1 nada mais é que a íntegra do primeiro álbum, as novidades seguem no CD2. O na verdade mixtape, conta com seis faixas incrivelmente e indiscutivelmente “a cara da Lana”. Sim, são para dormir. Eternamente. E isso não é ruim. As composições são acalmantes e tem um lado, assim como todo o álbum, sombrio. Estão inclusas as faixas Ride, já lançada como single e com clip, a composição sensual para a H&M Blue Velvet e a nova música de trabalho Bel Air. Para quem gosta, vale o play.

Já Rihanna voltou às origens. Ou não. Sinceramente nunca acompanhei um álbum completo da diva, este é meu primeiro contato full-time com sua obra, e eu gostei. Como diz meu amigo Rafael Lucas ela está numa pegada “do gueto”. Sim, raps, climões e músicas no estilo Rude Boy. Vale ressaltar o single que está em todas as rádios Diamonds e suas grandes parcerias que incluem Eminen, David Guetta e (sic) Chris Brown. Mas fica aqui a minha maior dica para quem for ouvir/comprar a obra: Love Without Tragedy-Mother Mary. Uma faixa tão épica quanto a sua fonte de inspiração Message in a Bottle.

E Xtina hein? E o regime? Tá linda, ta fofa, ta cantando bem pra carai. Pra quem acompanha o The Voice da gringa sabe que a cantora Christina Aguilera tem super aproveitado para emplacar todas as faixas do álbum, incluindo é claro suas parcerias com Blake Shelton  e Cee Lo Green. No geral o álbum é bom, bom mesmo. Tem faixas leves como Best of me e músicas agitadas como a minha preferida Army of me, sem deixar de passar é claro pela boca suja Shut up. Xtina fez um bom trabalho, e infelizmente por conta disso vai largar o The Voice. Veremos provavelmente Shakira em seu lugar sambando e girando a cadeira lá nos EUA.

Para terminar – em grande estilo – apresento Take Me Home, o segundo álbum dos meninos maravilha do One Direction. Ok, eles viraram febre mundial, ok, eles cantam bem sim, e ok, eles ganharam a fama pela beleza. Mas queridos, quem nunca? Eu já decorei todas as faixas e pra falar a verdade eles seguiram uma linha muito parecida com o primeiro álbum Up All Night. Se eles tivessem o mesmo produtor da Lana provavelmente teriam lançado um Parte 2, incluindo todas as mais de 30 músicas lançadas nesse intervalo bem curto de carreira. O álbum contempla músicas agitadinhas no estilo juvenil, mas seu forte, de verdade, são as baladas românticas. Fica a dica para o novo single Little Things e a minha preferida Over Again.

Uma temporada feliz para aqueles que se aventuraram nas terras da Billboard, e mais feliz ainda para quem tem um gosto, assim como o meu, duvidoso.



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