Quando você pensa em livros brasileiros, você logo pensa em histórias do cotidiano, repletas de amores proibidos que poderiam ser resolvidos com uma boa conversa ou com um tapa na cara. Foi deste estilo que surgiram as novelas, tão populares no país. Eu, em particular, prefiro acompanhar histórias fantásticas, seja de ficção científica ou de fantasia, onde tenho certeza de que não posso ou que seria impossível reviver o que ocorre nas folhas de offset.
O livro de Eduardo Spohr se encaixa perfeitamente nesse quadro. “A Batalha do Apocalipse: da queda dos anjos ao crepúsculo do mundo” é uma perfeita viagem no mundo dos anjos. O livro retrata o fim do mundo na visão destes seres criados diretamente por Deus. O que seria de se imaginar uma paz por completo, se transforma num verdadeiro caos de intrigas, traições e conspirações.
Ablon, o personagem principal, é um anjo renegado, que foi expulso do céu por Miguel, o arcanjo mais forte de todos. Vagando pela terra, ele vê a queda de impérios e toda sorte de desgraças humanas. Porém, sem abandonar seus ideais, ele persiste em defender o que ama: Deus e os seres humanos.
Repleto de batalhas sangrentas, o livro até se configura como um romance tradicional. Ele possui até o supracitado amor proibido. Mas vai muito além e não fica preso em conflitos interiores inúteis. Repleto de mortes, pancadarias e magias inesperadas, o livro é altamente recomendado aos fãs de literatura fantástica. E é bom lê-lo antes que o próximo livro de Spohr, Filhos do Éden: herdeiros de Atlântida, saia para ser arrebatado das prateleiras.

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