Estive refletindo o que poderia significar, numa escala maior, o incidente envolvendo o Facebook e o Google, onde o primeiro contratou a empresa Burson-Marsteller, onde esta deveria pagar para que blogueiros publicassem notícias a respeito da falta de privacidade nos produtos do Google. Essa notícia possui tantos membros quanto uma hidra.
Para começar, quem é o Facebook para reclamar de falta de privacidade. Como qualquer grande produto tecnológico atual, os criadores de softwares fiscalizam o que seus usuários estão vendo, ouvindo e lendo para venderem publicidade personalizada. Isto se tornou comum e não vejo uma saída em curto prazo, já que a polícia teria grande dificuldade em provar que esta atividade ocorre.
Outra: blogueiros que se prezem nunca fariam posts criticando uma empresa somente por dinheiro. Acredite você ou não, vejo a blogosfera como algo muito mais ético do que o jornalismo diário. Os blogs que leio são totalmente imparciais em relação ao uso de softwares e/ou hardwares. Os que são parciais são parciais mesmo: recebem de empresas para comentar sobre o dia-a-dia destas, tornando-se blogs institucionais.
Os problemas que envolvem Google e Facebook só vêm aumentando nos últimos meses: seja cópia de layouts ou de ideias (“curtir” e “+1” não te dizem nada?) até mesmo uma possível espionagem empresarial. Veja, não estou dizendo que esta ocorre, mas é bem possível que sim, principalmente após os últimos casos. Os meninos de Google e Facebook se tornaram homens. Uma pena que suas brigas se estabeleceram no mesmo nível de Apple e Microsoft.
Com toda a certeza, esta troca de sopapos somente indica o nível de preocupação das empresas e como o jogo está se tornando sujo. As quedas de sistemas concorrentes, a partir de agora, sempre fará com que eu pense a respeito de sacanagens empresariais. Quem vai me dizer que a queda da PSN, por exemplo, não foi obra de concorrentes?
Por Leandro Freire

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