21 de mai. de 2011

Marca não basta ser pop, tem que causar



“10 milhões de Monstros! Estou sem palavras, nós conseguimos! É uma doença como eu amo vocês. Saindo de Londres, sorrindo.” Foi assim que a mãe monstra do Pop comemorou sua humilde marca no Twitter. Claro, mais uma vez, a primeira a bater esse número. - e um detalhe: no Facebook dela já são 34 milhões.


 

Lady Gaga não só assusta nos números, como assusta nas aparições. Seja num evento, nos clipes, shows ou até no próprio Twitter. Ela causa. Mas causa o quê? Você deve estar se perguntando. Tensões culturais. Ela provoca as pessoas, cutuca os bons costumes, vai na contramão da etiqueta, engaja seus fãs, controverte a religiãomovimenta o mercado pop.

 

Lançamento de clipe da Lady Monster não é só um lançamento de clipe, mas sim um evento. É criada uma expectativa, que ela alimenta pela mídia, redes sociais, fãs clubes, blogs, influenciadores, líderes das tribos (não é, Seth Godin?). Num movimento tão natural que se torna irresistível não querer participar desse momento. E após o evento, rolam diversas ações para divulgar o fato. Mídia, redes sociais, fãs clubes, blogs, influenciadores, etc - PR Stunt. Gaga lança música, lança clipe, divulga clipe, vende música, e assim a história se repete.

 
Ela entendeu como funciona a nova indústria musical. Faixa por faixa, nada de lançar CD e entregar o ouro de uma só vez. Como a Apple e suas várias versões de iPhone, iPad, iPod, pra nos deixar querendo mais a todo momento. Drops de desejo de consumo. A mecânica de venda perfeita. Uma verdadeira aula de ativação, fidelização, promoção, construção de marca, e principalmente, venda efetiva de produto - as músicas, no iTunes, pelo Facebook (ou direto na loja da Apple mesmo). Uma recente, mas poderosa Lovemark. E engraçado como alguns exemplos recentes da propaganda brasileira, mostram que as estratégia de tensionar a cultura tem dado ótimos resultados: os Novos Unos, Biro-biro x Maradona, Sandy Devassa e agora a cerveja Proibida. E assim Lady Gaga, vai se transformando em mais um daqueles ícones imortais, que continuaremos a ouvir por muito tempo. 


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