Meu gênero preferido nos videogames sempre foi e sempre será o RPG. A possibilidade de
viver histórias fantasiosas, adquirir itens e habilidades misteriosos e “derrotar o chefão” no
final me conquistaram desde criança. Mas o grande problema dos RPGs é quando você possui
companhia. Chega aquele seu amigo, viciado em jogos de luta, e ele logo sugere os jogos
multiplayer.
Confesso que nunca gostei de Winning Eleven ou FIFA. Futebol só se for de verdade. Mas
segue a lista de games que me fizerem ter bolhas nos dedos e chorar de ódio do colega ao
lado. A maioria dos games, claro, são do meu console favorito, o Super Nintendo.
1. Super Bomberman 5 (SNES)
Game maldito. Experimentem jogar com um colega e mais três boots que tentam te
encurralar em cenários coloridos. Porém, o que me fez adorar este jogo com certeza
foi o fator vingança. Alguém te matou de forma impiedosa, te cercando com 832
bombas? Então fique do lado de fora, jogando bombas até matá-lo para voltar ao
campo de batalha.
A parte desgraçada era quando você voltava em uma situação impossível de sair e
acabava morrendo logo em seguida. Certamente, uma grande sacanagem.
2. Sunset Riders (SNES)
Você podia escolher entre Steve, Billy, Bob e o cor-de-rosa Cormano (podem me
sacanear, mas era o meu preferido). A aventura acontecia no Velho Oeste, com
músicas sensacionais. Quem jogou não esqueceu da batalha contra aquele filho-da-
p@#$ do Sir Richard Rose. Ele não parava de atirar e ainda era auxiliado por quatro
capangas em cada extremidade da tela. Lembremos que a tela da época era no
formato padrão 4x3, o que deixava os oponentes perto demais.
A parte desgraçada era semelhante a de Bomberman 5: morrer significava voltar no
meio da “festa”, com zilhões de balas tracejantes caindo a sua volta.
3. Counter-Strike (PC)
Podem falar o que quiser, mas quando a febre Counter-Strike chegou, eu também
fui contaminado. Apesar de não gostar tanto de jogos FPS (First Person Shooter), eu
simplesmente não conseguia parar de jogar esta bagaça. Como era legal matar seu
oponente com um headshot, com uma granada ou com a maravilhosa arma branca
chamada faca (que originou a expressão nas LANs “Na facaaa!”). E ainda tinha o mod
de jogar em uma favela carioca. Sensacional.
Apesar de jogar este game por tanto tempo, eu não me tornei um psicopata revoltado
com a sociedade e não saí às ruas matando inocentes.
4. Mortal Kombat 3 (SNES)
Que jogo do c@#$%¨& . Este jogo me deixou com inúmeras bolhas nos dedos durante
a infância. Como era bom escolher o ninja Noob Saibot (ou seria Tobias Boon?) e
descer a porrada com combos de 9 hits que deixavam 27% de dano. Além dele, havia
a Sheeva, com seu golpe de pulo duplo em cima do adversário. Acho que nem preciso
falar dos fatalities.
O nível de sangue era maior que o do Brasil Urgente. Mortal Kombat wins!
5. Mario Kart 64 (N64)
O melhor multiplayer de todos os tempos. Horas eram gastas em corridas que não
estavam decididas na última curva. Era muito engraçada ver a expressão de desolação
de seu amigo que, faltando poucos metros para a linha de chegada, passava em uma
banana ou era atingido por uma saraivada de casacas de tartaruga. O ódio nos olhos
nos fazia rir por minutos após a corrida. Tinha ainda os gritos de “Saaaaai!” quando
alguém vinha com aquela maldita estrela. E a apelação, no bom sentido, do raio? O
nível de dificuldade das corridas finais era imenso e exigia demais dos jogadores. Ainda
bem!
Eu adorava a última fase, com aquele arco-íris irritante que deixava nossa visão em
frangalhos. A Nintendo e sua mania de estragar nossos sentidos.
Um grande abraço e não se esqueçam de deixar suas listas de jogos favoritos no
Facebook e no Twitter.





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