26 de abr. de 2011

A volta por cima da indústria gamística

No final da geração passada de videogames - formada por Playstation 2, Xbox e Gamecube - a indústria gamística passava por certos problemas. Problemas que, provavelmente, a atrapalhariam dali a poucos anos. Os games estavam se tornando difíceis demais para o público "normal", os preços dos discos estavam com previsão de alta com a chegada de novos aparelhos e a infestação de continuações estava pondo uma ideia na cabeça de todos: para quê que eu vou jogar essa p!$$%?

Claro que os jogadores hardcore estavam satisfeitos com os muitos jogos que eram lançados. Mas não é com "meia dúzia de nerds pirados" que a indústria sobrevive. Era necessária uma expansão que agregasse a namorada do nerd (?), sua irmã patricinha, sua mãe, seu pai, seu cachorro. Quais foram as saídas dos produtores, desenvolvedores e publicitários?

Em primeiro lugar, a chegada dos games casuais revolucionou a jogatina. Jogos rápidos, sem compromisso, deveras bonitinhos e atrativos. Quem não gosta de puzzles coloridos? E quem não gosta de ter esses jogos no IPod, smartphone e tablet? Afinal, nada mais chato que fila de banco, de dentista ou até mesmo o trânsito. Pronto, agora todos podem jogar games. Eles invadiram até os videogames domésticos, vide a chegada do Wii e a presença de diversos jogos casuais nos consoles virtuais das três máquinas principais.

Depois, a indústria gamística não se fechou a novos formatos de mídia e distribuição de conteúdo. Sorte nossa que ela não se tornou a indústria fonográfica. Atualmente, a vida dos gamers é pensada nas Lives e MS Points da vida. Quanto custa um pão em MS Points? Sem brincadeiras, os conteúdos distribuídos por download (DLC) revitalizaram o modo de comprar games. Nada de discos que riscam ou que se perdem no tempo. Finalmente entenderam que o zombie mode de um jogo não precisa vir num DVD dedicado e que este modo é jogado por pouco tempo.

A indústria se revolucionou ainda com a chegada de novas franquias: Gears of War, Mass Effect, Red Dead Redemption, Portal, Left 4 Dead, Crysis, Assassin's Creed e outros bons jogos. Algumas séries caminham para seu final, como Final Fantasy (Oh! Que trocadilho horrível e manjado), enquanto outras se reinventam, como Street Fighter. Ora, mas a vida da indústria gamística não é gastar Mana para levantar XP? Pois é, ainda bem!

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