O que a gente espera dessa carreira deveria se converter em o que essa carreira espera da gente.
O que vem a ser um jornalista? Basicamente: papel e caneta.
Desculpe a brincadeira cretina, mas na verdade é algo que também passa pelo tradicional "bloquinho" e a caneta empunhada.
Ser profissional, nesse caso específico de comunicação, é ter a cabeça funcionando em "bandeira 2". Não se pode deixar de ser, e não se pode fugir da carreira que te toma por inteiro.
Na verdade, a gente se descobre um comunicador quando naturalmente consegue interagir com terceiros de maneira simplificada. Ser entendido e lembrado por aquilo que desenvolve, com certeza é a melhor paga pelo trabalho realizado ( até porque a carreira não é a mais rentável).
O Professor João Paulo recomendou no 4º termo (2º semestre 2010) a leitura de um livro chamado "O que é ser jornalista" de Ricardo Noblat (bixos e bixetes vocês também passarão por isso). Na contra-capa deste mesmo livro está a mais perfeita e clara descrição do que é a profissão de jornalista. Ele diz em seu primeiro parágrafo:
"Quem deseja levar a sério o jornalismo há de se tornar refém de suas leis universais e até certo ponto desumanas. Uma delas ensina que a glória de um repórter dura no máximo 24 horas. Na verdade, dura menos que isso. A reportagem poderá lhe render elogios até o meio dia, e depois não se falará mais dela entre seus colegas e chefes. O autor da proeza estará ocupado com outro assunto".
O que eu mais poderia dizer. Tem que gostar mesmo não?
O mais interessante da carreira é o dia de cada vez, é o passo um depois do outro, é o magnetismo que te atrai e o impulso que se cria. No ineditismo e na adrenalina que voa no corpo assim como a notícia corre entre as vielas da cidade.
Jornalismo é o sangue que corre nas veias daqueles que tem a profissão como algo vital.
Nem sei porque essa "rasgação" de seda, mas deu vontade de falar, e como bem se sabe, jornalistas não esperam...está registrado!
Um textinho apaixonado para comemorar o dia 16 de abril: Dia mundial da voz. E como diz meu pai “Eu falo porque tenho voz, porque se eu fosse mudo faria sinal (frenéticamente).
Aquele abraço nobres.
Giovana Cabral é essencialmente repórter e aspirante a afônia.
@gi_cabral
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