Foi instalada na última semana uma comissão para elaborar o anteprojeto da reforma política e entre os senadores que a compõem está Fernando Collor de Mello. Não amigo eu não estou ficando louca, o Senado quer mesmo discutir a reforma política e o Collor (o mesmo que teve o mandato presidencial interrompido por um impeachment) faz parte da comissão. Bizarro, engraçado, hilariante ou vergonhoso? É bom pensarmos nisso.
Uma das discussões é se o voto deve ou não ser partidário, ou seja, não escolher um governante e sim um partido. Optar por uma ideologia, por uma legenda que te representa, expressa seus interesses (olha que lindo!) e acabar de vez com os partidos menores denominados de “Oba-Oba”. Parece bom não? Só que eu me pergunto se esses já não deveriam ser os reais motivos das filiações. Sim, um partido só aceitar um candidato que o representasse incluindo o código de ética, e o afiliado por sua vez escolher onde se filiar levando em conta os mesmos quesitos. É, mas só deveria!
O projeto Ficha limpa é uma iniciativa popular fantástica a meu ver, pois finalmente tomamos uma atitude, mas ela nem deveria existir, os partidos políticos tinham que ser os primeiros a levantar essa bandeira e “peneirar” seus candidatos. Mas como isso aqui não a Walt Disney, vamos aos fatos. Essa esta longe de ser uma época em que as pessoas se preocupam em ser de direita ou esquerda, nós na maioria das vezes nem lembramos em quem votamos depois de algum tempo. É preciso avaliar e pensar, sabermos a escalação do nosso time e não quem desvia nosso dinheiro. (Pô, assim não dá).
Proponho um exercício: dedicar o mesmo tempo que se gasta vendo BBB (quem consegue é claro!) e lendo Chatô (piada interna) com o que realmente interessa e ficar ligado ao destino da reforma politica que na verdade deveria ser reconstruída. Mas essa é uma outra história e fica para próxima.
Por Thamires Fonseca
Isso é verdade deixamos nos levar por programas mediucres sem importancia como o bbb, e esquecemos realmente o que acontece em nosso país.
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