Hoje no twitter uma aluna de comunicação comentou um caso ocorrido recentemente sobre uma campanha de cigarros que fazia alusão ao sexo oral. O caso é muito interessante e como eu pretendo criar escravos para me servir ( brinks d novo hehe) convidei ela para comentar a situação e expor sua opinião.Segue o texto da Mayhara Silvério.
Em 22 de fevereiro deste ano, a agência BDDP & Fils (França) criou uma campanha para a DNF (Associação dos Direitos dos Não-Fumantes) na qual comparava fumantes a escravos sexuais com o mote: Fumer, c'est être l'esclave du tabac (Fumar é ser escravo do cigarro).
O objetivo era impactar, principalmente os jovens, algo que conseguiram com apenas um dia de lançamento. A ideia de vincular tabaco ao sexo oral (forçado!) desagradou desde os mais combativos contra o tabaco até as associações de defesa dos direitos da família e grupos feministas. Que reagiram imediatamente exigindo a proibição da campanha.
“A campanha trata o abuso sexual como algo trivial. Pior, gera culpa em quem está sendo abusado”, escreveu um leitor no site do DNF.
Isso levou a Autoridade de Regulação Profissional da Publicidade (ARPP) a pedir a suspensão sua suspensão após argumentar que a mensagem pretendida é "ambígua" e sugere "cenas de agressão sexual".
Tachada de escandalosa e ridícula, a campanha, foi suspensa no dia 25, três dias após seu lançamento.
Olhando as peças e entendendo o conceito da campanha, enquanto futura publicitária considero uma pena que uma campanha tão fantástica como esta tenha sido suspensa.
As pessoas que protestaram contra a campanha parecem não ter entendido que a comparação não estava sendo feita com o sexo oral, mas com o sexo forçado, com o abuso e escravização sexual. Algo semelhante ao que ocorre hoje com o cigarro, menores se tornando escravos do tabagismo.
Entretanto, embora a campanha tenha sido suspensa, acredito que ela alcançou seu objetivo: abrir o debate sobre o problema do tabagismo entre os mais jovens.
E você, o que acha? É a favor da campanha ou a considerou apelativa demais?


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